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Novos projetos

Boneco Chucky virou símbolo dos direitos LGBT+, diz criador

Chucky, o brinquedo assassino, vai estrear em breve nos Estados Unidos em nova série que também terá o retorno de Jennifer Tilly como a noiva do boneco do mal

Publicado em 26 de Maio de 2020 às 08:06

Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 mai 2020 às 08:06
Chucky em cena de 'Brinquedo Assassino' (1988)
Chucky em cena de 'Brinquedo Assassino' (1988) Crédito: Reprodução
Já se passaram mais de 30 anos desde o lançamento do filme "Brinquedo Assassino" (1988). E o personagem Chucky, que continua a ter uma legião de fãs, agora se prepara para protagonizar uma série, que deverá estrear em breve nos Estados Unidos e contará inclusive com o retorno da atriz Jennifer Tilly, a noiva do boneco do mal.
Em entrevista ao canal SyFy Wire, o criador da franquia, que já rendeu sete filmes, Don Mancini, afirmou que a popularidade dos longas se deve a forma como seus criadores sempre estiveram atentos ao que estava acontecia no mundo em cada época e em como essas questões eram introduzidas na história de forma interessante.
"Nós o colocamos [Chucky] como uma metáfora diferente, dependendo da época em que estamos", explica Mancini, discutindo como o personagem deixou de ser um símbolo de "consumismo enlouquecido" e se tornou "um símbolo dos direitos LGBTQ".
"Ao longo dos anos, adotamos uma espécie de identidade gay específica para a franquia", diz ele, que aponta a descoberta da homossexualidade do filho de Chucky como uma inspiração para muitas crianças e adolescentes. "Eu ainda recebo tuítes sobre isso diariamente", afirma ele.
Mancini, que também evoluiu ao longo dos anos da franquia, tendo passado de roteirista para produtor, diretor e, agora, showrunner, afirma que também tentou, durante as três ultimas décadas, mudar os subgêneros dos filmes, que passaram do terror clássico para a comédia e a comédia satírica.
Na série, no entanto, ele afirma que deverá voltar ao estilo de terror do primeiro filme, mostrando uma cidade que mergulha no horror após o aparecimento do boneco em uma feira de quintal. Sobre a época atual, Mancini diz que a produção focará as crianças do século 21, muito diferentes das da década de 1980, quando a história começou.
"Acho que as pessoas podem esperar e pensar: 'Como o Chucky opera em um mundo em que as crianças passam tanto tempo nas mídias sociais?', jogando videogame, interagindo uns com os outros pela internet", afirma ele, que deverá dar novas habilidades à caixa de ferramentas do boneco.

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