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Cultura

Em ano de eleições, cultura é sempre esquecida

Sem um planejamento coletivo corremos o risco da perda de conquistas importantes. Uma cidade sem cultura não respira!

Publicado em 06 de Agosto de 2018 às 15:38

Públicado em 

06 ago 2018 às 15:38

Colunista

26º Encontro de Bandas de Congo na Festa do Caboclo Bernardo, em Regência Crédito: Zanete Dadalto / Rede de Memórias
Manoel Goes Neto*
Quando se aproximam os debates eleitorais é que percebemos o quanto a cultura deveria ser prioridade numa gestão pública. Pautados em discursos superficiais e improvisados, muitos candidatos não conseguem uma comunicação eficiente com seu eleitorado. Conhecer as demandas de todas as áreas da cidade e do país é fundamental, incluindo a cultura.
E por que o seu candidato deveria saber quais ações implementar para democratizar a arte e a cultura no seu bairro, na escola de seu filho, nos parques e locais públicos, teatros, cinemas e bibliotecas?
Porque o conhecimento sempre será porta aberta para o empreendedorismo, para a economia criativa de verdade, com geração de empregos e inclusão social, com a qualificação do capital humano, a formação da identidade cultural local e outras atividades que mudam a realidade das pessoas.
Os gestores precisam apresentar proposições, como criação de conselhos e fundos municipais de cultura, leis de incentivo e outras ferramentas que promovam a arte e ampliem a participação popular nos espaços culturais
Falemos de cultura, uma das pastas de menor orçamento numa administração, que tem a árdua missão de ser autodidata e sustentável, sem recursos financeiros para capacitação de profissionais da área e investimentos em produções, atividades e eventos.
Os gestores precisam apresentar proposições, como criação de conselhos e fundos municipais de cultura, leis de incentivo e outras ferramentas que promovam a arte e ampliem a participação popular nos espaços culturais. Ações que trazem números significativos de impactos social e econômico na região.
A avaliação é simples. A maioria não conhece as propostas do setor cultural, em parte por não priorizar a pasta e também pela falta de iniciativa dos agentes culturais na elaboração e discussão das demandas com a classe política. Falta diálogo entre as partes. Falta integração com a comunidade. Se faz necessária a participação das empresas privadas nos projetos importantes da nossa cultura capixaba.
Por isso, dentro de suas regras próprias de mercado, a cultura deve procurar ser autônoma num universo político de constantes variações, no qual se espera conhecimento necessário para o debate com a sociedade e com a classe artística. Sem um planejamento coletivo corremos o risco da perda de conquistas importantes. Uma cidade sem cultura não respira!
*O autor é presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha e diretor do IHGES
 

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