
Herbert Soares*
A população cansou. Desde a última eleição presidencial que o Brasil segue ladeira abaixo. As seguidas trapalhadas colocaram o país à beira do caos. Até a mortalidade infantil, que não registrava crescimento desde a década de 1990, está de volta ao noticiário. Sem falar no desemprego crescente e no histórico descaso com a educação.
O brasileiro merece respeito e tem o direito de exigir melhorias. Quem não quer ser cobrado que fique dentro de casa e não se candidate. O político com mandato e seus assessores são servidores públicos, não fazem favor para ninguém. É assim que o eleitor deve encarar a próxima eleição.
Aos poucos, a população está se tornando mais exigente e vigilante. Com a popularização do mundo virtual, as redes sociais tornaram-se a grande arma contra os desmandos que ocorrem de Norte a Sul do país. Por isso, a internet, se usada de forma crítica, com argumentos bem fundamentados e sem ofensas, pode ser um importante canal de luta por mudanças. Nesse ponto, vale frisar a importância de não espalhar notícias falsas, as famosas “fake news”. Tal atitude só prejudica a democracia.
Aos poucos, a população está se tornando mais exigente e vigilante. Com a popularização do mundo virtual, as redes sociais tornaram-se a grande arma contra os desmandos que ocorrem de Norte a Sul do país
Estamos nos aproximando de mais uma eleição. As diferenças políticas são essenciais e saudáveis para a democracia, ou seja, quem pensa diferente não pode ser encarado como inimigo. Deve, portanto, prevalecer entre a população o debate político sadio, que busque soluções para a melhoria de todo o país e não só de um ou outro grupo.
Por fim, a pergunta do título: quem pode nos salvar? Isoladamente, ninguém pode nos salvar. Não existe salvador da pátria, seja de direita, de centro ou de esquerda, assim como não há solução fácil para problemas históricos e complexos. Como resposta à pergunta, é preferível ficar com a célebre frase do falecido bispo católico, Dom João Batista da Mota e Albuquerque: “Só o Povo salva o Povo”.
Que a partir do pleito de 2018, o povo brasileiro se una em prol de um país comprometido com a justiça social e a democracia.
*O autor é mestre em História pela Ufes