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Opinião da GAZETA

Reviravolta produtiva

País precisa de mais eficiência para avançar economicamente. Para isso, só existe um caminho: o da educação de qualidade

Publicado em 16 de Março de 2019 às 23:53

Públicado em 

16 mar 2019 às 23:53

Colunista

Sem investimentos continuados em capital humano, o país permanecerá fadado a ocupar as últimas fileiras da produtividade mundial. Ganhos expressivos nesse aspecto dependem da qualidade da mão de obra disponível, o que reforça a relevância da educação, em todos os seus níveis e modalidades, para se atingir processos mais eficientes de trabalho, que garantam a perenidade do crescimento econômico.
Quase sempre, o tema é exposto de forma um tanto mecânica, relegado a indicadores e percentuais que demonstram a capacidade produtiva dos recursos humanos como se estes fossem mero maquinário, sem conseguir expressar a sua face mais tangível. A produtividade, assim, também precisa ser encarada por aquilo que é mais sensível para a vida do empregado: quanto mais avançada a sua formação técnica e teórica, mais amplo será também o horizonte de sua carreira, criando possibilidades que afetam diretamente o seu status no mercado de trabalho. Dialoga diretamente com qualidade de vida, com consequências sociais incontestáveis.
A preocupação com o incremento do potencial produtivo não é sem razão também no Espírito Santo, que viu esse grau de eficiência cair na última década: de 2007 a 2016, a produtividade industrial capixaba teve um recuo de 12,6%; em média, uma queda de 1,3% ao ano. A constatação é de um estudo do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Espírito Santo (Ideies), que também aponta que, no mesmo período, nem o fato de a indústria ter contratado mais foi capaz de gerar mais riqueza ao Estado. Prova de que pouco adianta quantidade sem qualidade.
Uma reviravolta produtiva deve ser prioridade nacional. Exige ações intersetoriais, por estar tão ligada a melhorias educacionais e de infraestrutura tecnológica. Aguarda-se, portanto, alguma movimentação do atual Ministério da Educação, que tem se ocupado de temas bem menos relevantes para o país, até o momento. Sem metas para a educação, o país - e consequentemente o Espírito Santo - continuará rastejando na produtividade. Só assim o trabalho passará a ser lastreado pela competência, com bases mais sólidas, abrindo portas para avanços econômicos e sociais.

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