Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Economia

Reforma da Previdência: o sacrifício tem que ser de todos

Inclusão de Estados e municípios na reforma da Previdência desarmará uma bomba fiscal: o rombo de R$ 100 bilhões nos regimes regionais

Publicado em 21 de Julho de 2019 às 23:56

Públicado em 

21 jul 2019 às 23:56

Colunista

Crédito: Reprodução

Não se pode imaginar equilíbrio fiscal no país sem a inclusão de servidores estaduais e municipais na reforma da Previdência. Nessas unidades da federação, os regimes de aposentadoria e pensão têm um déficit que hoje se aproxima de R$ 100 bilhões por ano e tende a quadruplicar até 2060, caso nada seja feito. A situação é insustentável. Trata-se de passivo maior que a dívida desses governos com a União e com bancos.

Para equilibrar esse quadro sem redesenhar as previdenciárias regionais seria necessária uma alíquota de 54% cobrada sobre os salários e remuneração de militares – o que é impensável, política e economicamente. Significaria confiscar mais da metade da remuneração do funcionalismo. Obviamente provocaria revolta e sérios danos às economias, espalhando miséria.

O Espírito Santo é um dos poucos Estados em boa situação fiscal. A arrecadação é maior do que o gasto. As contas vão bem, o que se reflete positivamente no funcionamento da economia. Ainda assim, não pode prescindir de mudanças previdenciárias. Em 2018, o governo estadual destinou R$ 646,4 milhões para pagar policiais militares e bombeiros da reserva e pensionistas. Bem mais do que R$ 550 milhões para os da ativa. A reforma da Previdência permitiria ao Estado poupar R$ 840 milhões nos desembolsos para os militares. Se bem empregado, esse dinheiro se reverterá em condições de benefícios à população.

Outro fato também realça a importância regional da reforma da Previdência. Apesar de consumirem volumes gigantescos de recursos, os regimes previdenciários estaduais beneficiam apenas uma pequena parcela da população. Na média, os déficits equivalem a 14,7% da receita corrente líquida dos Estados, mas só 2,4% dos habitantes são segurados dos regimes estaduais, segundo levantamento da Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado.

Cabe ao Senado corrigir a falha da exclusão dos Estados e municípios na reforma, cometida pela Câmara dos Deputados, certamente por pressões corporativas. Se não o fizer, em pouco tempo, talvez menos de cinco anos, uma nova remodelação do sistema de aposentadorias e pensões se tornará imperiosa. Sem ela, o país correrá risco de ser tomado por uma onda de quebradeira de unidades da federação com amplo potencial caótico.

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Parte de parede se desprende em escada do Shopping Vitória
Parte de parede se desprende em escada de shopping no ES
Moradores da Grande Vitória promovem "panelaço" durante sabatina de Flávio Bolsonaro na TV Globo.
Panelaços são registrados em bairros da Grande Vitória durante sabatina de Flávio Bolsonaro
A LN4 Fusion, equipe que tem Lando Norris como fundador, anunciou a chegada de Gabriel Gomez para a temporada da Fórmula 3 em 2027
Equipe de Lando Norris anuncia piloto brasileiro para estreia na Fórmula 3

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados