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Opinião da GAZETA

Proposta da Nova Previdência não prejudica os mais pobres

O grande mérito da proposta do governo Bolsonaro é justamente não poupar quem está no topo da pirâmide. É uma proposta dura? Sim. É injusta? De forma alguma

Publicado em 21 de Fevereiro de 2019 às 23:20

Públicado em 

21 fev 2019 às 23:20

Colunista

Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil

Não é verdadeiro o argumento de que a PEC da Nova Presidência prejudica os mais pobres. Os motivos de quem insiste na falácia pouco importam a esta altura, se a defesa maliciosa dos próprios interesses ou pura inocência. Mas é preciso interromper a onda de leviandade que ainda tenta incutir a ideia de que a reforma da Previdência é a incorporação do mal das elites contra o povo. O grande mérito da proposta do governo Bolsonaro é justamente não poupar quem está no topo da pirâmide. É uma proposta dura? Sim. É injusta? De forma alguma. Exige sacrifícios de todos, até de setores que não estão muito acostumados em abandonar suas torres de cristal.

É o momento de celebrar a amplitude da proposta, que enfim estabelece uma idade mínima, uma exigência que passa a ser universal, sem escolher este ou aquele grupo. Não é exagero dizer que é a proposta mais corajosa, por não poupar os até agora intocáveis. Começa a pavimentar o caminho que acabará com as aposentadorias por tempo de contribuição, terreno fértil para as desigualdades.

Sem a reforma, o país não tem condições de retomar o crescimento. Simples assim. A previsão é de uma economia de R$ 1,1 trilhão em uma década, o que se reverterá na recuperação da confiança do mercado e, consequentemente, em investimentos. É a combinação básica que garantirá mais empregos formais, imprescindíveis para que o próprio sistema previdenciário se sustente. A reforma é o primeiro passo para curar o ambiente de negócios, derrubado pela crise que se arrasta desde 2015, e garantir um mercado de trabalho saudável, com pleno emprego. Sem falar da melhora dos serviços sociais essenciais, como saúde, educação e segurança pública.

A PEC da Nova Previdência é transparente, portanto. Não faz uso de subterfúgios para afagar segmentos da sociedade que venham a se sentir prejudicados. Certamente por isso cause tanto incômodo. Mas o fato é que todos terão sua cota, para que o interesse coletivo seja a prioridade. A tramitação da proposta no Congresso precisa ser célere, sem retalhá-la. Como bem escreveu Míriam Leitão em sua coluna de ontem, no país dos direitos adquiridos, é o que pode ser feito, hoje, para se vislumbrar um Brasil com mais igualdade no futuro.

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