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Opinião da Gazeta

Prisão rápida de assassinos de ciclista é modelo de ação policial

Eficiência da Polícia Civil mostrada nesse caso deve ser a regra perseguida por governadores, por secretários e pelos comandos das corporações

Publicado em 15 de Maio de 2019 às 18:05

Públicado em 

15 mai 2019 às 18:05

Colunista

Ciclista morreu durante assalto na Cinco Pontes, em Vitória Crédito: Elis Carvalho
Qualquer vida perdida para a violência urbana é um revés doloroso para uma sociedade que se pretende justa. E a tragédia é ainda mais profunda quando, somado às mortes, os cidadãos precisam encarar o fardo da impunidade. O assassinato de Carlos Renato Souza, de 45 anos, na Cinco Pontes, em Vitória, chocou o Espírito Santo na última terça-feira (14) pela gratuidade do crime. O ciclista entra para a triste estatística das mortes violentas no Estado, e nada é capaz de reverter isso.
Desta vez, contudo, a resposta foi rápida e certeira. Os autores do homicídio foram prontamente detidos e autuados. A eficiência da Polícia Civil mostrada nesse caso deve ser a regra perseguida por governadores, por secretários e pelos comandos das corporações, independentemente de quem ocupe tais funções. Uma justiça que tarda já é, de saída, uma justiça falha. E o vácuo do poder poder público cria um círculo vicioso que retroalimenta a violência: cada vez que um criminoso escapa sem punição, a sensação de que o crime compensa impulsiona ações mais graves e mais frequentes.
A rápida prisão dos dois assassinos do analista de sistemas Carlos Renato Souza é modelo de ação que ajuda a quebrar esse ciclo. Mais do que isso, mostra que toda a engrenagem necessária para garantir a segurança pública trabalhou sem entraves, e que o cidadão também tem seu papel. Foi graças a uma ligação para o disque-denúncia que um dos bandidos foi localizado, horas após o assassinato.
A essência da Polícia Militar é ostensividade, com o primeiro propósito de inibir os crimes. Mas como os recursos são finitos, os agentes de segurança não conseguem estar em todos os lugares. Cabe ao Estado garantir o melhor emprego para os recursos – financeiros e humanos –, e driblar a escassez com inteligência. Essa regra é válida para todos os setores do governo, mas, no caso da segurança pública, ajuda não só a combater a chaga da impunidade como também a salvar vidas.
Sem o olhar vigilante da sociedade, seja por meio dos disques-denúncias, seja por meio do registro toda e qualquer ocorrência em uma delegacia, a inteligência da ação policial é manca. Não há ostensividade, investigação ou estratégia mágica capaz se suprir a ausência de dados estatísticos sobre a dinâmica da criminalidade.

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