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Opinião da GAZETA

Por que resolvemos falar tanto do Kleber Andrade?

Com as reportagens, espera-se que governo, dirigentes esportivos, times e empresários olhem para o estádio de outra forma

Publicado em 05 de Junho de 2019 às 20:40

Públicado em 

05 jun 2019 às 20:40

Colunista

Crédito: G1
A obra do estádio Kleber Andrade não foi barata. Construção e manutenção consumiram cerca de R$ 200 milhões, conforme o Gazeta Online mostrou em uma série de reportagens. Para além da despesa, uma questão é urgente: a praça esportiva, para 21 mil pessoas, é subutilizada e chega a receber partidas locais - 15% delas - com menos de 100 pagantes.
A situação seria mais compreensível se o Kleber Andrade, mesmo caro e dispendioso, estivesse frequentemente lotado, inflasse a autoestima do capixaba e ampliasse nossa relação com o esporte local. Nem o Mondrian na arquibancada é capaz de dar a uma estrutura de concreto o poder de ativar paixões repentinamente.
Para chegar às conclusões, analisamos dados de todas as partidas oficiais jogadas no estádio, em um trabalho integrado que começou em outubro do ano passado. Os números não permitem outra constatação: não tínhamos demanda para um equipamento tão grande e continuamos sem ter. Consequentemente, a receita do Estado com o estádio é irrisória.
A série não pode ser confundida como uma cruzada contra o Klebão. Graças a ele os capixabas puderam assistir ao show do Paul McCartney e a jogos dos grandes times nacionais no próprio quintal. Fizemos o mesmo quando discutimos desperdícios e atrasos do Cais das Artes, da Leitão da Silva e de várias outras obras demandantes de recursos públicos.
A proposta do conteúdo foi lançar um debate sobre o uso do espaço e sobre a necessidade do gasto. Não custa lembrar que R$ 200 milhões seriam suficientes para tirar 13 escolas de bom porte do chão. E o estádio é subutilizado, é fato. Foram gastos R$ 7,4 milhões para manter um equipamento que não consegue público para preencher nem 20% de sua capacidade, em média. Algo está errado.
Com as reportagens, espera-se que governo, dirigentes esportivos, times e empresários olhem para o Kleber Andrade de outra forma. E que a resposta para uma pergunta não seja tão negativa: valeu a pena?

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