Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Editorial
  • Mordida do Leão vai pesar ainda mais no bolso dos assalariados
Opinião da Gazeta

Mordida do Leão vai pesar ainda mais no bolso dos assalariados

Tabela congelada é um duro golpe no bolso da classe média. E acontece em péssimo momento, com desemprego altíssimo, afetando 12,7 milhões de pessoas no país

Publicado em 06 de Março de 2019 às 12:18

Públicado em 

06 mar 2019 às 12:18

Colunista

Declaração do Imposto de Renda começa nesta quinta-feira (7) Crédito: Divulgação
O período anual de declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, que começa amanhã, não será igual ao do ano passado. Nem aos anteriores. Algumas regras mudaram. A Receita está exigente. Mas a principal diferença cai no bolso dos assalariados: em média, eles pagarão 3,75% a mais do que desembolsaram em 2018, considerando salários corrigidos apenas pela inflação, sem que as possibilidades de dedução do imposto (como gastos com educação e saúde) tenham aumentado na mesma proporção. É um arrocho fiscal praticado na surdina.
O pagamento a mais do IR acontece por dois motivos. Um, porque o governo não atualizou os principais descontos aos quais os contribuintes têm direito (saúde, educação e dependentes); outro, porque não corrigiu pelo índice de inflação a tabela para aqueles que irão pagar o tributo – além do que já foi descontado o ano inteiro dos salários.
A tabela do IR acumula mais de duas décadas de desatualizações. Chega ao absurdo. A defasagem é de 95,46% entre 1996 e 2018, segundo apurou o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional). O cálculo tem como base a diferença entre a inflação e as correções da tabela no mesmo período. Se os valores tivessem sido corrigidos integralmente nos últimos 22 anos, quem ganha atualmente menos de R$ 3.689,94 por mês estaria isento de Imposto de Renda. Porém, devido às cifras dasatualizadas, hoje somente quem recebe menos de R$ 1.903 por mês tem direito à isenção.
A tabela congelada é um duro golpe no bolso da classe média. E acontece em péssimo momento, com desemprego altíssimo, afetando 12,7 milhões de pessoas no país e cerca de 220 mil no Espírito Santo. O dinheiro a mais tirado do orçamento das famílias pelo IR reduz o consumo, dificulta a criação de empregos e torna mais difícil o crescimento da economia – que, aliás, está de volta à época dos “pibinhos”. Na campanha eleitoral, Bolsonaro prometeu atenuar o peso do Imposto de Renda. Inclusive reduzir a alíquota máxima de 27% para 20%. Esperam-se medidas nesse sentido, tão logo se desenrole o ajuste fiscal a partir da reforma da Previdência.
O governo também deve à sociedade a simplificação de procedimentos para declarar o IR. Em 2019 as exigências aumentaram, tornando mais complexa a prestação de contas e ampliando as possibilidades de falhas no preenchimento dos dados. Em 2018, 628 mil caíram na malha fina, apesar de grande número de declarações seguirem orientações de profissionais do ramo. Essa é uma situação crítica, que não interessa ao Brasil nem à própria Receita.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Flavia Mara Araújo morreu em prova de triatlo
Triatleta brasileira morre durante etapa do Ironman no Texas, nos EUA
Imagem BBC Brasil
Não gosta de se exercitar? Talvez esteja fazendo isso no momento errado do dia
Imagem de destaque
Armas, feminicídio e saúde mental: um debate que precisa de mais seriedade

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados