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Opinião da Gazeta

Decadência educacional é a raiz dos dramas brasileiros

Escolas públicas que se destacaram no Ideb são exemplos de como projetos bem-sucedidos de educação têm potencial transformador

Publicado em 19 de Março de 2019 às 01:02

Públicado em 

19 mar 2019 às 01:02

Colunista

Alunos da escola José Roberto Christo, que alcançou melhor desempenho no Ideb entre as instituições públicas capixabas Crédito: Marcelo Prest
É na educação básica que se encontram os maiores obstáculos para a formação de profissionais bem preparados para o futuro. Mas duas escolas públicas do interior do Estado conseguiram provar que as barreiras não são intransponíveis. Com trabalho e comprometimento, é possível atingir padrões de qualidade que levam orgulho à comunidade, inserindo a escola no círculo das prioridades de alunos e famílias. É o tipo de motivação que precisa se espalhar pelas instituições de ensino.
As escolas de ensino médio Gisela Salloker Fayet e fundamental José Roberto Christo, da zona rural de Domingos Martins e Afonso Cláudio, respectivamente, conseguiram o melhor desempenho entre as instituições públicas capixabas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em seus níveis. Não há mágica alguma, tampouco recursos vultosos, acima dos destinados a outras escolas. Os expressivos avanços são fruto de organização e eficiência.
São instituições que conseguiram mudar paradigmas, apostando em iniciativas pedagógicas que se encaixam à realidade de seus alunos, no meio rural. Não fizeram grandes apostas tecnológicas, principalmente por falta de infraestrutura, mas souberam usar o ambiente digital a seu favor: os professores da José Roberto Christo criaram grupos de WhatsApp para fortalecer os laços e aprimorar o aprendizado. Já a Escola Estadual Gisela Salloker Fayet vê na feira de ciências anual um de seus destacados êxitos. Foi com esse estímulo que a estudante do nono ano Helen Cristiny Klipel desenvolveu uma pulseira capaz de identificar momentos de crise de portadores de epilepsia. Um feito e tanto.
A decadência educacional é a raiz dos dramas brasileiros, dos problemas graves de segurança pública à baixa produtividade do mercado de trabalho, como foi dito neste espaço no último domingo. Está tudo interconectado, com a educação constituindo-se como um elo que, frágil como se encontra, permanece incapaz de sustentar setores vitais que orbitam ao seu redor. Sem educação organizada, não há crescimento sustentado, nem qualidade de vida. Depende de políticas públicas para vingar (até agora nulas no novo Ministério da Educação), mas principalmente da percepção generalizada de seu potencial transformador da sociedade. As duas escolas públicas campeãs do Espírito Santo mostram que inspiração não falta.

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