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Sinais de recuperação

Temer diz que teto de gastos deve ser revisto em menos de dez anos

Presidente libera R$ 12,5 bilhões em crédito para produtores rurais

Publicado em 30 de Janeiro de 2018 às 15:38

Redação de A Gazeta

Publicado em 

30 jan 2018 às 15:38
O Presidente Michel Temer Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Com a economia brasileira mostrando sinais de recuperação, o presidente Michel Temer disse acreditar que a emenda constitucional do teto dos gastos públicos, que impede o crescimento das despesas públicas acima da inflação, será revista antes do prazo de dez anos. A norma, aprovada em 2016, estabelece que a medida tenha duração de 20 anos, podendo ser mudada na metade do tempo.
— Ao elaborarmos o teto dos gastos públicos previu prazo de 20 anos para que houvesse arrecadação com aquilo que se gasta e revisava apenas dez anos depois. Veja como isso está ocorrendo numa velocidade extraordinário. Embora a previsão do déficit fosse de R$ 159 bilhões no ano que se passou, nós tivemos R$ 124 bilhões. Houve uma redução muito provável do déficit. Agora é muito provável que muito antes dos dez anos previstos na emenda constitucional, nós conseguimos equacionar o teto dos gastos públicos — disse Temer
Em evento para anunciar a liberar de crédito de R$ 12,5 bilhões para produtores rurais, o presidente também voltou a demonstrar otimismo com a reforma da Previdência. Apesar das dificuldades para aprovar a proposta no Congresso, Temer disse acreditar que ela será votada em breve na Câmara. Para passar, o texto precisa do apoio de três quintos dos deputados, ou seja, 308 dos 513, número que ainda não foi alcançado pelos articuladores políticos do governo. O presidente também aproveitou para falar da retomada do programa de habitação rural, com 50 mil moradias, mas não especificou prazos ou recursos.
— A Previdência Social é algo que está na pauta, que deverá ser votado muito proximamente pela Câmara dos Deputados e depois pelo Senado Federal, fechando, ou quase fechando um ciclo de reformas que estamos fazendo no Brasil. Eu reitero que nós conseguimos levar isso adiante precisamente porque tivemos um amparo extraordinário do agronegócio do nosso país. Este é o quarto evento em que apareço e sempre com um financiamento muito produtivo para o setor que mais produz para o nosso país - disse Temer.
Ele também voltou a defender o legado do seu governo e criticou quem adotar discurso de oposição a ele.
— Quem quiser se opor ao governo vai ter que dizer seguinte: sou contra a reforma do ensino médio, sou favor daquele enino médio anacrônico, que ao longo do tempo levou aos maiores desajustes no setor educacional no Brasil. Ou também: sou contra a modernização trabalhista, cujo objetivo é trazer empregos para o nosso país. Sou contra esses ridículos 2,95% de inflação, eu sou a favor de 10,28% de inflação. Ou então também haverá de dizer: sou contra esses ridículos 7% da taxa Selic, sou a favor dos 14,25%, eu sou contra 1,4 milhão de postos de trabalho criados nestes quatro meses passados, eu sou contra a moralização das estatais, eu sou contra a repactuação da dívida dos estados — afirmou o presidente.
Apesar das dificuldades para conseguir votos no Congresso e aprovar a reforma da Previdência, Temer ao menos recebeu o apoio do prefeito de Rio Verde e colega de PMDB, Paulo do Vale.
— Nós sabemos que o déficit da previdência, de quase R$ 200 bilhões, equivale ao superávit do agronegócio. Não é justo que nós produtores rurais banquemos esse déficit. Por isso, presidente, força, motivação, faça as mudanças que precisa. Se não fizermos, estaremos quebrados, não teremos orçamento para a saúde do povo brasileiro, para gerar emprego no campo. Eu peço que os parlamentares se unam pelo Brasil. É a primeira vez que temos um presidente com a coragem para enfrente um problema como este — disse o prefeito.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que é goiano e um dos principais defensores da reforma da previdência, aproveitou a fala do prefeito para abordar o assunto.
— Ele usou um número de comparação que me pareceu específico, simbólico: o déficit da Previdência é equivalente a todo o superávit do agronegócio. A reforma da previdência está sendo feita, proposta por uma razão muito simples: assegurar o direito de todos de receber aposentadoria, porque se não não terá dinheiro para pagar — argumentou Meirelles.
O Banco do Brasil vai disponibilizar R$ 12,5 bilhões para custeio antecipado da safra 2018/2019. As taxas são a partir de 7,5% ao ano para os médios produtores, e 8,5% para os grandes. Na safra anterior, o banco tinha liberado R$ 10,8 bilhões em 29 mil contratos. O dinheiro é usado para que os produtores possam negociar antecipadamente com fornecedores em melhores condições, adquirindo insumos e serviços que serão necessários na hora de plantar. Os recursos fazem parte do Plano Safra.
O evento foi realizado na Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), com sede de Rio Verde, cidade de 217 mil habitantes a 230 km de Goiânia. Antonio Chavaglia, presidente da entidade que reúne cerca de 7.200 associados, aproveitou para entregar um documento com três reivindicações a Temer: redução da taxa de juros cobrados dos produtores, que, segundo ele, pode superar os 11%; duplicação de uma rodovia federal que passa pela região e é usada para escoar a produção; e conclusão da ferrovia Norte-Sul. Segundo a Comigo, Rio Verde, que produz principalmente soja e milho, é a terceiro município do país com maior número de pedidos de custeio antecipado da safra.
Coube ao ministros das Cidades, Alexandre Baldy, que é goiano, anunciar, antes mesmo de Temer, a retomada do programa de habitação rural. O evento também contou com a participação dos ministros da Agricultura, Blairo Maggi, e da Integração Nacional, Helder Barbalho, do presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, e do governador de Goiás, Marconi Perillo.

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