Publicado em 27 de março de 2026 às 17:14
A ascensão dos vídeos verticais e da lógica do “acontecendo agora” está redesenhando o mercado de conteúdo digital, abrindo espaço para uma nova geração de profissionais: os storymakers . Mais do que captar imagens, eles roteirizam, editam e publicam narrativas em tempo real, com foco em plataformas como Instagram, TikTok e YouTube. Em um cenário em que experiência, agilidade e conexão são ativos estratégicos para marcas, esse formato deixa de ser tendência e passa a ser modelo de negócio. >
Dados da CX Trends 2025 mostram que 78% dos consumidores preferem marcas que entregam boas experiências , enquanto 59% estão dispostas a pagar mais para ter um atendimento melhor e diferenciado. Nesse contexto, o conteúdo imediato e autêntico passa a ganhar valor. >
Para Bruno Ruiz, sócio e cofundador do Grupo b+ca, um ecossistema criativo focado em Culture-Led Growth, que integra a agência de marketing, produtora audiovisual e plataforma de educação, o storymaker surge como resposta direta a esse novo comportamento. “Não é só sobre filmar rápido. É sobre entender cultura, timing e narrativa. Quem domina isso consegue transformar presença em valor e receita”, afirma. >
A seguir, Bruno Ruiz compartilha caminhos para storymakers monetizarem o trabalho. Confira! >
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Casamentos, festivais, ativações de marca e eventos corporativos são hoje um dos principais mercados para storymakers . A entrega rápida, muitas vezes em menos de 12 horas, é o diferencial competitivo. Casos como o de profissionais que faturam até R$ 1.500 por evento mostram que a demanda cresce impulsionada pela necessidade de conteúdo instantâneo. Em um país com mais de 400 festivais mapeados recentemente, o volume de oportunidades é proporcional à expansão do setor. >
Mais do que trabalhos pontuais, marcas buscam presença constante. Storymakers podem estruturar contratos mensais para cobrir bastidores, rotinas e ativações, funcionando como uma extensão ágil do time de conteúdo. As marcas que entendem a comunidade precisam de frequência e proximidade. O storymaker entra como peça-chave para manter essa conversa viva no dia a dia. >
Com a profissionalização da creator economy , influenciadores passaram a demandar suporte para produção em escala. O storymaker atua como braço criativo e operacional, garantindo volume e consistência. Além disso, a lógica de narrativa, e não apenas estética, diferencia quem apenas grava de quem constrói histórias que engajam. >
A experiência acumulada no campo pode ser transformada em cursos, mentorias e workshops. Com a profissão ainda em consolidação, há espaço para quem ensina processos, técnicas e posicionamento. Quem aprende rápido e documenta esse aprendizado cria uma nova fonte de receita. O conhecimento vira produto. >
O material captado em tempo real pode ganhar novas camadas de monetização, desde a venda de direitos de uso até a adaptação para campanhas futuras. Em grandes projetos culturais, por exemplo, o conteúdo gerado durante o evento alimenta estratégias por semanas, meses e até mesmo anos. >
Histórias como a de profissionais que migraram do CLT para o universo dos stories , multiplicando sua renda e conquistando autonomia, mostram que o movimento é estrutural, não passageiro. >
Para Bruno Ruiz, o ponto central é entender que o storymaker não é apenas um executor técnico, mas um tradutor cultural. “Ele transforma o que está acontecendo em algo que as pessoas querem acompanhar. E, no fim, atenção é um dos ativos mais valiosos que existem hoje”, conclui. >
Em um mundo onde tudo acontece em tempo real, saber contar essas histórias enquanto elas ainda estão acontecendo deixou de ser apenas uma habilidade, se tornando um negócio rentável. >
Por Rafael Nunes >
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