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Saúde e alimentos pressionam preços e inflação sobe no Estado

Em abril, o índice atingiu 0,32% no Espírito Santo, segundo menor do país

Publicado em 11 de Maio de 2019 às 01:07

Siumara Gonçalves

Publicado em 

11 mai 2019 às 01:07
No Estado, gastos com saúde e cuidados pessoais corresponderam a 1,43% Crédito: arquivo/gazeta

A inflação no Espírito Santo avançou em um ritmo menor do que no restante do país em abril. O Estado encerrou o mês com uma leve alta de 0,32% no IPCA, enquanto que a média nacional foi de 0,57%.

O resultado capixaba foi o segundo menor entre os Estados brasileiros, perdendo apenas para Rio Branco (0,05%), capital de Roraima. Já a maior taxa registrada foi em Fortaleza (0,91%), capital do Ceará.

De acordo com Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mesmo assim, a variação capixaba foi a maior para o mês desde abril de 2016 (0,62%).

No Estado, saúde e cuidados pessoais (1,43%), vestuário (1,37%) e transportes (0,82%) foram os itens que mais contribuíram para a alta. Já habitação (-1,32%) e despesas pessoais (-0,03%) ajudaram com que ele não subisse ainda mais.

ACUMULADO

No acumulado do ano, o índice de inflação chegou a 1,57%. Nesse caso, foram os grupos de alimentos e bebidas (4,5%), educação (2,86%) e saúdes e cuidados pessoais (2,59%) que tiveram os maiores aumentos. Enquanto vestuário (-1,33%) e comunicação -0,2%) tiveram queda.

Quando olhamos o acumulado dos últimos 12 meses, a Grande Vitória acumula uma alta de 5,02%. As maiores altas nesse indicador foram no preço dos alimentos e bebidas (8,22%), habitação (6,5%), educação (4,76%), transportes (4,76%) e artigos de residência (4,13%).

NO PAÍS

A inflação de abril no país foi de 0,57%. A taxa foi a maior registrada para o mês desde 2016, quando o índice foi de 0,61%. Neste ano, o resultado do IPCA sofreu forte influência dos grupos alimentação e bebidas (0,63%), transportes (0,94%) e saúde e cuidados pessoais (1,51%). Já o grupo artigos de residência foi o único que apresentou deflação em abril. (-0,24%).

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, houve um aumento de 2,09%. Já no acumulado de 12 meses, o crescimento foi de 4,94%. Esse índice está um pouco distante da meta de inflação do governo federal para 2019, que é de 4,25%.

De acordo com o IBGE, este é o maior valor acumulado em 12 meses desde janeiro de 2017 (5,35%).

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