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Samarco não tem prazo para voltar a operar

Empresa comunicou que não houve acordo na negociação de dívidas com credores para quitar débito que chega a R$ 14 bilhões

Publicado em 29 de Janeiro de 2019 às 13:19

Publicado em 

29 jan 2019 às 13:19
Paralisação das atividades da Samarco, em 2015, impactou arrecadação estadual Crédito: Vitor Jubini | Arquivo | GZ
A Samarco, que está fechada desde 2015, não tem prazo para voltar a operar. A expectativa era de que a mineradora em Anchieta, no Espírito Santo, retomasse as atividades em 2020, porém a  BHP, acionista anglo-australiana da empresa, afirmou que a ativação da planta industrial não será possível devido ao fracasso das negociações de dívidas com credores.
Segundo comunicado emitido pela BHP na manhã desta terça-feira (29), a Samarco só "voltará às operações quando for seguro e economicamente viável". A decisão foi tomada diante da negativa de um acordo consensual entre credores e empresa para o pagamento de dívidas que chegam a US$ 3,8 bilhões, pouco mais de R$ 14 bilhões.
A Samarco também confirmou, em comunicado à imprensa, que após negociações, propostas e contrapropostas, o acordo não foi firmado dentro do prazo estabelecido, que terminou nesta segunda-feira (28). A mineradora acrescentou ainda que nenhuma outra negociação entre as partes está programada e que, embora as conversas possam ser retomadas no futuro, não há garantia de que continuarão ou resultarão em acordo.
Samarco não tem prazo para voltar a operar
As tratativas tinham como objetivo reestruturar as obrigações financeiras em relação a contratos de pré-pagamento de exportações e títulos de dívida da Samarco, com vencimentos em 2022, 2023 e 2024. As discussões estavam sendo tratadas sob acordo de confidencialidade com os credores desde novembro de 2018, e os documentos foram divulgados nesta segunda-feira (28), com o fim do prazo para resolução do caso.
As atividades da Samarco estão interrompidas desde 2015 após o desastre de Mariana, em Minas Gerais, quando a barragem de Fundão se rompeu com milhões de metros cúbicos de lama de rejeitos, causando a morte de 19 pessoas e a devastação da cidade mineira. Após percorrer 500 quilômetros pelo Rio Doce, a poluição da lama provocou prejuízos também em cidades do litoral capixaba, como Colatina, Baixo Guandu, Linhares e São Mateus.  
Além disso, a paralisação da Samarco afetou as finanças da cidade Anchieta, que registrou queda de 73,7% no seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2016. O impacto também foi sentido na economia do Espírito Santo, que retraiu 9,3% no mesmo período.   

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