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Salário no ES cresce acima da média nacional

Ainda assim, valor médio pago no Espírito Santo está abaixo do índice nacional

Publicado em 05 de Abril de 2019 às 01:30

Giordany Bozzato

Publicado em 

05 abr 2019 às 01:30

A média salarial dos trabalhadores no Espírito Santo subiu mais do que a média nacional nos últimos seis meses. É isso o que aponta uma pesquisa feita pela Catho, empresa de recrutamento e seleção. Enquanto a média salarial dos capixabas cresceu cerca de 1,5%, a nacional teve aumento de 0,4%.

A melhora acima da média está relacionada à relativa estabilidade econômica do Estado em comparação com outros entes. “O resultado mostra o impacto do momento econômico que a gente vive. A retomada começa a dar sinais de melhora e onde essa recuperação já está mais estabilizada os salários tendem a ser maiores”, avalia Fabrício Kuriki, gerente de Inteligência da Catho.

Apesar do crescimento, a média salarial estadual segue abaixo da média nacional. Enquanto a nacional é de R$ 2.340, a local é de R$ 2.125,70 – o que faz do Espírito Santo o 8º no ranking do país. “Como o Espírito Santo teve esse melhora acima da média nacional, ele ganhou uma posição em relação à pesquisa do semestre passado. Ainda assim, permanece um pouco distante dos primeiros lugares.”

PROFISSÕES

O estudo também apresentou quais são as áreas com melhores pagamentos médios. No Espírito Santo, elas são Engenharia (R$ 6.042,41), Jurídica (R$ 5.282,99) e Telecomunicações (R$ 4.417,89). Os piores salários são encontrados nas áreas de Serviço Funerário, Produção Rural e Beleza e Estética.

“Tem uma relação clara entre a qualificação e os salários”, avalia Kuriki.

A diretora da Psico Store, Martha Zouain, destaca que além da capacitação técnica, as empresas têm dado muita atenção para candidatos com grandes competências comportamentais. “São bons líderes de equipe, pessoas que se comunicam bem, conseguem gerir projetos, e não apenas técnicos em determinadas áreas”, pontuou.

O economista Marcelo Loyola avalia que a média salarial registrada no Estado, de R$ 2.125,70, é o suficiente para viver bem, sem fazer aventuras. “Você não fica numa situação de pobreza. Até consegue consumir algum supérfluo, mas não consegue, por exemplo, pagar um plano de saúde, ou um curso de inglês. Pagar por educação fica difícil com essa renda”, analisa.

 

 

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