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Banco Central

Poupança registra retirada líquida de R$ 718,7 milhões em maio

Em maio do ano passado, os correntistas tinham depositado R$ 2,4 bilhões a mais do que tinham retirado

Publicado em 06 de Junho de 2019 às 20:33

Publicado em 

06 jun 2019 às 20:33
Banco Central do Brasil Crédito: Hanneorla/Flickr

Pelo segundo mês seguido, a poupança voltou a registrar mais retiradas que depósitos. No mês passado, os saques superaram os depósitos em R$ 718,7 milhões, informou nesta quinta-feira (6) o Banco Central.

Em maio do ano passado, os correntistas tinham depositado R$ 2,4 bilhões a mais do que tinham retirado. As informações são da Agência Brasil.

Com o resultado de maio, a caderneta de poupança acumula saques líquidos de R$ 16,997 bilhões nos cinco primeiros meses de 2019. No mesmo período do ano passado, as captações (depósitos) tinham superado as retiradas em R$ 1,71 bilhão.

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018 (captação líquida de R$ 38,26 bilhões.

Com rendimento de 70% da Selic (juros básicos da economia), a poupança está se tornando menos atrativa porque os juros básicos estão no menor nível da história, em 6,5% ao ano. Nos últimos meses, o investimento não tem conseguido garantir rendimentos acima da inflação.

Nos 12 meses terminados em abril, a poupança rendeu 4,16%. O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15), que funciona como uma prévia da inflação oficial, acumula 4,93% no mesmo período. Nesta sexta (7), o IBGE divulga o IPCA cheio de maio.

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