A economia da América Latina e Caribe deve crescer 1,3% este ano, levemente abaixo da estimativa anterior de 1,5% divulgada pela Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), que, no entanto, espera um melhor desempenho da região em 2019 devido a uma leve recuperação no Brasil e no México. A pior previsão é para a Venezuela, que passa por grave crise econômica e social. A Cepal observou que as novas previsões se dão em um contexto de maior incerteza e riscos no médio prazo.
"As tensões comerciais vêm aumentando nos últimos meses. Embora estas só tenham se refletido em revisões moderadas da queda no volume projetado do comércio mundial e da atividade econômica global (...), constituem um risco para a atividade econômica regional ", disse a agência, que, no entanto, projetou uma expansão média de 1,8% para 2019.
De acordo com o relatório da Cepal, o Brasil, maior economia da região, deverá crescer 1,4% este ano, acima da média esperada de 0,7% para a América do Sul. Em 2019, aceleraria sua taxa de expansão para 2,1%, segundo a agência. Já o México, outra das principais economias do bloco, registraria um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,2%, neste ano, e de 2,3%, em 2019.
De acordo com a Cepal, o PIB da Venezuela sofreria uma contração de 15% em 2018 e de 8% no próximo ano, acumulando seis anos consecutivos de perdas. O da Argentina, por sua vez, diminuiria 2,8% neste ano e contrairia 1,8% no ano que vem. Para a Colômbia, a Cepal prevê um crescimento econômico de 2,7% este ano e de 3,3% no ano que vem. O PIB do Chile e do Peru avançariam 3,9% este ano, mas ambas as nações diminuiriam ligeiramente sua taxa de crescimento em 2019.
"A demanda doméstica terá um papel importante no crescimento da região no próximo ano", afirmou a Cepal, ressaltando que um risco que persiste para as economias da América Latina e do Caribe é a deterioração do ambiente financeiro internacional:
Os altos níveis de dívida corporativa e soberana acumulados ao longo de anos de condições financeiras globais frouxas constituem um risco para algumas economias mais expostas a mudanças no cenário financeiro