Publicado em 9 de julho de 2021 às 18:12
Alvo de críticas por causa do conteúdo da reforma do IR (Imposto de Renda), o ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta sexta-feira (9) que a proposta não vai gerar aumento de tributação. Segundo ele, ou a medida sai bem feita ou não sai. >
Em videoconferência promovida pela FGV (Fundação Getulio Vargas) em homenagem ao economista Carlos Langoni, falecido em junho, o ministro disse que as propostas "nunca ficam do jeito que a gente quer", mas voltou a afirmar que o texto está na direção correta.>
"Vai sair bem feita ou não vai sair, não vai ter esse negócio de aumentar imposto", declarou.>
O ministro defendeu o fim da isenção sobre dividendos, ponto do texto que vem sendo criticado por empresários. Pela proposta, haverá cobrança de 20% sobre a distribuição desses recursos –ganhos mensais de até R$ 20 mil seguirão isentos.>
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Para Guedes, o ideal seria que todos os tipos de renda, inclusive os ganhos com dividendos, fossem taxados por meio da tabela do IR da pessoa física, que hoje varia de 7,5% a 27,5%. Ele afirma, no entanto, que isso não poderá ser feito no momento.>
"A renda dos mais ricos, não interessa se vem de salário, de aluguel, de bônus bilionários ou se vem de dividendos. Ela deveria cair no progressivo e ponto final. Nós temos tecnologia para fazer tudo direito, mas você sabe que tudo é mais difícil no mundo real, tem lobby, tem pressão", afirmou.>
Na reunião, o ministro ainda fez elogios ao ex-presidente da Petrobras Roberto Castello Branco. Guedes afirmou que ele fez um trabalho extraordinário à frente da estatal.>
Em fevereiro deste ano, Bolsonaro trocou Castello Branco pelo general Joaquim Silva e Luna no comando da petroleira por críticas à política de preços da empresa. A troca foi interpretada pelo mercado como interferência do governo na estatal.>
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