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Oi define mínimo de R$ 20 bilhões para venda de unidade de fibra

Em teleconferência nesta sexta-feira (14), o presidente da disse ainda que a empresa planeja leiloar essa unidade no primeiro trimestre de 2021 e concluir a venda até setembro de 2021

Publicado em 14/08/2020 às 19h10
Atualizado em 14/08/2020 às 19h10
Companhia de telecomunicações é disputada por gigantes da telefonia
Companhia de telecomunicações é disputada por gigantes da telefonia. Crédito: MARCOS PINTO/AG. O GLOBO/ARQUIVO AG

A Oi definiu o valor mínimo para a venda de sua unidade de fibra, conhecida como InfraCo, em R$ 20 bilhões, segundo o presidente Rodrigo de Abreu.

Em teleconferência com acionistas nesta sexta-feira (14), Abreu disse ainda que a empresa planeja leiloar essa unidade no primeiro trimestre de 2021 e concluir a venda até setembro de 2021.

A Oi está vendendo ativos para tentar sair da recuperação judicial até maio de 2022.

Na teleconferência, executivos comentaram os resultados da companhia no segundo trimestre. A Oi registrou prejuízo líquido de R$ 3,4 bilhões no período, mais do que dobrando as perdas em relação ao mesmo período de 2019, em resultado pressionado por pagamento de dívida e receitas menores.

O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 15%, para R$ 1,36 bilhão.

Além da InfraCo, a Oi está vendendo sua unidade móvel. TIM Brasil, Telefônica Brasil (Vivo) e Claro ofertaram em proposta conjunta, R$ 16,5 bilhões pela Oi Móvel em um acordo de exclusividade para negociar a compra. A negociação também envolve contratos de longo prazo para uso da infraestrutura de rede da operadora.

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Em uma das maiores recuperações judiciais do Brasil, a Oi vai promover assembleia de credores em 8 de setembro.

RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA OI

De acordo com dados da consultoria Teleco de maio, a Oi é a quarta colocada no mercado de telefonia móvel no país, com participação 16,28%. A primeira é a Vivo, com 33,01%, seguida pela Claro/Nextel, com 25,97%, e pela TIM, com 23,20%.

A Oi pediu recuperação judicial em 2016 com uma dívida, à época, de R$ 65 bilhões. A empresa quer usar o dinheiro da venda de sua unidade móvel para financiar o crescimento da sua banda larga de fibra ótica e pagar dívidas, tentando escapar da proteção de insolvência.

Segundo balanço do primeiro trimestre, o total da dívida financeira da Oi era de R$ 24 bilhões. A dívida que está na recuperação judicial é ainda maior, porque inclui outros créditos, como aqueles obtidos com a Anatel.

Em conversas com representantes do governo e da Anatel, o presidente da companhia, Rodrigo Abreu, deixou claro que a empresa pretende se tornar uma grande fornecedora de infraestrutura fixa - rede e serviços - para concorrentes em todo o país, especialmente na instalação das redes de 5G.

Está prevista para agosto uma nova assembleia de credores, por meio da qual a Oi buscará aprovar ajustes ao plano original de recuperação judicial. A companhia prevê a venda de ativos da operação móvel, de torres, de data center e de parte da rede de fibra óptica.

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