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R$ 12 bilhões

OEC, da Odebrecht, reduz dívida com credores

O entendimento foi selado com um grupo que representa 40% dos detentores dos títulos no exterior emitidos pela companhia

Publicado em 05 de Agosto de 2019 às 23:31

Publicado em 

05 ago 2019 às 23:31
Fachada da sede da construtora Odebrecht, na Zona Oeste de São Paulo (SP) Crédito: MARCOS BEZERRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A OEC, braço de engenharia e construção do grupo Odebrecht, alcançou um acordo com boa parte dos credores para reduzir em 55% suas dívidas, que somam R$ 12 bilhões. A informação foi publicada pelo jornal Valor e confirmada pela reportagem.
O entendimento foi selado com um grupo que representa 40% dos detentores dos títulos no exterior emitidos pela companhia. A empresa ainda precisa angariar mais 20% dos credores para conseguir uma recuperação extrajudicial, mas o passo mais importante já foi dado.
A
é assessorada no processo pelo escritório E. Munhoz Advogados e pela RK Partners, de Ricardo Knoepfelmacher. Já os credores são representados pelo banco Rothschild.
A OEC vinha solicitando um corte de 70% da dívida, mas também era muito importante para a empresa fechar um acordo o mais rápido possível. O objetivo é eliminar o risco de execuções e voltar a conquistar novas obras.
Os credores, então, alegaram que não fechariam um acordo rapidamente nesse patamar e propuseram uma redução de 20%. Após discussões, o acordo foi selado em 55%.
Também houve bastante disputa sobre o período de carência do pagamento do restante da dívida. Ficou acertado que a construtora terá três anos para começar a pagar. Esse prazo é fundamental para que a OEC aumente o seu fluxo de caixa, que foi severamente afetada desde o escândalo da Operação Lava Jato.
Os títulos de dívida internacional da Odebrecht foram emitidos por uma subsidiária internacional chamada OFL e aplicados na diversificação das atividades do grupo baiano em seu auge.
A questão se tornou um problema para a construtora, porque a dívida é garantida pela OEC. Na época em que os títulos foram emitidos, a construtora era o coração e uma das maiores geradoras de caixa do grupo, ao lado da petroquímica Braskem.
A OEC não é a única empresa do grupo Odebrecht a enfrentar dificuldades. A Atvos, braço de açúcar e álcool, já pediu recuperação judicial e deve apresentar seu plano aos credores nesta terça-feira (6). Com esse pleito, a empresa reconhece que não conseguia pagar suas dívidas e pede uma trégua à Justiça.
No início de junho, a holding da Odebrecht, conhecido como ODB, e mais 20 empresas que fazem parte do grupo também optaram pela recuperação judicial. A dívida total desse processo é de R$ 98,5 bilhões.
Procurada, a OEC disse que não comenta detalhes sobre o processo confidencial de negociação em andamento.

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