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Economia (BR)

Música: 5 lições para quem quer transformar talento em carreira

Para muitas pessoas, a paixão pelos sons e melodias vai além do entretenimento e se torna um propósito de vida

Publicado em 22 de Junho de 2026 às 15:15

Portal Edicase

Publicado em 

22 jun 2026 às 15:15
Construir uma carreira sustentável na música exige mais do que talento (Imagem: StockLab | Shutterstock)
Construir uma carreira sustentável na música exige mais do que talento Crédito: Imagem: StockLab | Shutterstock
A música acompanha o ser humano em praticamente todas as fases da vida, marcando lembranças, despertando emoções e dando significado a diferentes momentos. Assim como acontece em um filme, ela funciona como uma verdadeira trilha sonora da existência, estando presente nas conquistas, celebrações e instantes de felicidade, mas também oferecendo conforto em períodos de tristeza, saudade ou reflexão.
Além de seu papel emocional, a música também é uma importante forma de expressão artística, comunicação e identidade cultural. Para muitas pessoas, a paixão pelos sons e melodias vai além do entretenimento e se torna um propósito de vida.
Segundo o músico, educador e empreendedor Mateus Starling, autor do livro “Talento não paga boleto”, para construir uma carreira sustentável na música, é necessário mais que técnica. “A maioria das pessoas investe anos desenvolvendo competência técnica, mas dedica pouco tempo para entender como o mercado funciona. O resultado é uma geração de profissionais qualificados que muitas vezes não conseguem transformar conhecimento em reconhecimento ou renda”, afirma.
A seguir, confira cinco lições presentes no livro de Mateus Starlin para quem quer transformar talento em carreira!

1. Talento é ponto de partida, não garantia de carreira

Tocar bem ou dominar um instrumento é apenas uma parte da construção profissional. O mercado também valoriza aspectos como visibilidade, diferenciação e capacidade de gerar valor para o público.

2. Posicionamento profissional importa tanto quanto técnica

Em um mercado cada vez mais competitivo, é preciso que o artista saiba comunicar quem é, qual é sua proposta e por que seu trabalho merece atenção. Quem não constrói uma narrativa sobre a própria carreira acaba sendo definido pela percepção de terceiros.
Construir presença digital é uma das formas de ampliar a autonomia profissional (Imagem: PeopleImages | Shutterstock)
Construir presença digital é uma das formas de ampliar a autonomia profissional Crédito: Imagem: PeopleImages | Shutterstock

3. Não ter uma fonte própria de oportunidades aumenta a dependência do mercado

Muitos músicos ainda dependem exclusivamente de convites para shows, gravações ou trabalhos pontuais. Construir presença digital , desenvolver projetos autorais e criar canais de relacionamento direto com o público são formas de ampliar a autonomia profissional.
“Muitos músicos ficam esperando o telefonema de um produtor ou de um cantor e, se não chamam, ele não trabalha. Isso acontece em todas as áreas. Muitas vezes, o profissional fica esperando aparecer uma entrevista de emprego, sem enviar uma mensagem, por exemplo, para a empresa que tem o desejo de fazer parte”, diz Mateus Starling.
Mais do que esperar chances, é necessário criar possibilidades. “É importante que a pessoa tome as rédeas da própria carreira e crie as oportunidades, investindo em redes sociais, em aulas, investindo em um posicionamento em que não dependa de terceiros para chegar ao cliente ou objetivo final”, orienta.

4. Saber precificar o próprio trabalho é parte da profissionalização

O livro “Talento não paga boleto” também discute a dificuldade que muitos artistas têm em falar sobre dinheiro e atribuir valor ao próprio trabalho. Entender a diferença entre preço e valor é um passo importante para construir uma carreira financeiramente sustentável.

5. Construir ativos é mais seguro do que depender apenas do palco

Aulas, conteúdo digital, produtos, projetos autorais e comunidades online podem complementar a renda e criar oportunidades que sobrevivam aos períodos de menor demanda por apresentações ao vivo.
Por Thainara Martins

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