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Tragédia

Mina onde barragem se rompeu produz 7% do minério de ferro da Vale

O minério de ferro é a principal matéria-prima da mineradora, com 104,95 milhões de toneladas produzidas no terceiro trimestre do ano passado; a produção havia crescido 10% em um ano e atingido recorde.

Publicado em 25 de Janeiro de 2019 às 19:25

Publicado em 

25 jan 2019 às 19:25
Barragem da mineradora Vale se rompe e atinge Brumadinho Crédito: Divulgação/Corpo de Bombeiros

O complexo da Vale onde está barragem que se rompeu, em Brumadinho (MG), responde por 7% da produção de minério de ferro da companhia. Os dados estão no relatório de produção do terceiro trimestre, informação mais recentes divulgada.

O minério de ferro é a principal matéria-prima da Vale, com 104,95 milhões de toneladas produzidas no terceiro trimestre do ano passado. A produção havia crescido 10% em um ano e atingido recorde.

Já o complexo Paraopeba, onde está a barragem da Mina do Feijão, produziu 7,3 milhões de toneladas entre julho e setembro de 2018, o que equivale a 7% da produção total.

Além de minério de ferro, a Vale produz pelotas de ferro, minério de manganês, carvão, níquel, cobre, cobalto e ouro.

A barragem que se rompeu, segundo a companhia, é a Barragem I. Em seu site, a Vale informa que ela foi construída em 1976 e já não recebia mais rejeitos porque o processo de beneficiamento do minério passou a ser feito a seco.

As informações foram atualizadas no site em março do ano passado. A Vale dizia que a barragem tinha volume de 12,7 milhões de metros cúbicos.

O complexo tem ainda outras duas barragens. A Barragem VI foi construída em 1998, e é usada "para recirculação de água da planta e contenção de rejeitos em eventos de emergência", diz a companhia. "Atualmente tem cerca de um milhão de m³", diz.

A Barragem Menezes II, ainda na Mina Córrego do Feijão, tem um volume de aproximadamente 290 mil m³ e é utilizada para a contenção de sedimentos e clarificação do efluente final.

No terceiro trimestre de 2018, a Vale lucrou R$ 6,5 bilhões e gerou receita de R$ 37,9 bilhões.

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