Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Economia
  • Megaleilão do pré-sal pode render até US$ 9 bi à Petrobrás
Petrobrás

Megaleilão do pré-sal pode render até US$ 9 bi à Petrobrás

Valor estimado pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, viria do acordo de cessão onerosa entre a estatal e a União

Publicado em 20 de Março de 2019 às 00:27

Publicado em 

20 mar 2019 às 00:27
As negociações entre União e Petrobrás na revisão do contrato de cessão onerosa devem resultar em um saldo de US$ 9 bilhões em favor da companhia, disse o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-CE). Segundo apurou o Broadcast, o governo deve utilizar um câmbio médio de R$ 3,70.
"Eles estão negociando e o valor deve ficar abaixo de US$ 10 bilhões. A gente imaginava que pode chegar em uns US$ 9 bilhões, em torno disso. Acho que o entendimento poderá ser em torno de US$ 9 bilhões", disse o senador, ressaltando que esse valor é uma estimativa e não é o número oficial da negociação. Segundo ele, as negociações entre as partes estão em curso e em fase final.
O senador esclareceu que não participa das negociações, mas que esteve em contato com integrantes da equipe econômica do governo Jair Bolsonaro para entender o motivo pelo qual o governo desistiu do projeto de lei que trazia critérios para a negociação entre União e Petrobrás. "Pelo projeto da cessão onerosa, a União repassa à Petrobras US$ 14 bilhões. Na negociação direta, com intermediação do Tribunal de Contas da União (TCU), as negociações indicam um valor abaixo de US$ 10 bilhões. Eu dei um palpite de US$ 9 bilhões", disse.
Esses números foram apresentados aos líderes do Senado para justificar o motivo para não votar o PLC 78. Segundo ele, a negociação direta entre as partes, intermediada pelo TCU, é mais favorável aos Estados, pois o ministro da Economia, Paulo Guedes, teria se comprometido a dividir as receitas do fundo social do Pré-Sal, que destina recursos para saúde e educação, com Estados e municípios. Segundo ele, até o fim deste ano, o fundo deve contar com um saldo de R$ 24 bilhões.
"Eu expliquei (em reunião com líderes do Senado) que não era interessante votar, pois havia negociações em andamento. E agora estou levando as informações para mostrar que não há necessidade de votar, porque é mais interessante para a União e para os Estados, que estão querendo ter uma participação na cessão onerosa. O acordo é melhor do que o PLC. Não faz sentido votar o PLC", disse.
No ano passado, durante a tramitação do PLC 78 no Senado, o então futuro ministro da Economia Paulo Guedes defendeu a divisão dos recursos do bônus de assinatura do leilão de excedentes da cessão onerosa, estimado em R$ 100 bilhões, com Estados e municípios. O então ministro da Fazenda Eduardo Guardia disse que não era possível cumprir essa promessa, devido à emenda constitucional do teto de gastos, que limita o crescimento das despesas da União à variação da inflação. Na época, o presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB-CE) decidiu não pautar mais o projeto enquanto não houvesse acordo sobre o tema e ameaçou entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir um acordo direto entre as partes.
Paralelamente a essa proposta, um outro projeto de lei já aprovado no Senado permitia a divisão das receitas do fundo social com Estados (15%), municípios (15%) e com um fundo para financiar a expansão de gasodutos com recursos subsidiados (20%). Essa proposta está em tramitação na Câmara. Para Guardia, essa era a melhor forma de contemplar Estados e municípios, pois não seria possível violar o teto de gastos.
Agora, o ministro Paulo Guedes, segundo Bezerra, concorda com a divisão de recursos com Estados e municípios via fundo social. Segundo ele, essa parcela pode até aumentar agora. "O acordo que fizemos lá atrás, no ano passado, era de 30%. Pode ser diferente agora. Por isso defendo o início do debate do pacto federativo para que a gente possa fazer avançar essa matéria aqui no Senado."
O líder do governo no Senado disse que os governadores dos 26 Estados e do Distrito Federal devem vir a Brasília na próxima semana para debater o assunto e apresentar suas demandas. "Tem um ruído, porque o pessoal está entendendo pacto federativo como desvinculação, e eu entendo como descentralização de receitas. E ela está sobre a mesa para se dar com os recursos do pré-sal, e o Paulo Guedes prefere fazer essa transferência via fundo social", disse.
 

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Os mistérios de 'As Meninas', a obra mais enigmática de Velázquez
Viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante operação em estrada
Ciclista morre em colisão com carro em Conceição da Barra
Motociclista de 62 anos morre em acidente na ES-320, em Barra de São Francisco
Motociclista morre em acidente em Barra de São Francisco

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados