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Economia (BR)

Marketing em transformação: 5 aprendizados para marcas se conectarem melhor com o consumidor

Especialistas destacam a importância de relevância, autenticidade e uso estratégico de criadores de conteúdo para gerar impacto real nos negócios
Portal Edicase

Publicado em 

07 abr 2026 às 18:13

Publicado em 07 de Abril de 2026 às 18:13

Alguns aprendizados têm ganhado força e ajudam a orientar empresas que buscam se comunicar melhor com seus públicos (Imagem: Studio Romantic | Shutterstock)
Alguns aprendizados têm ganhado força e ajudam a orientar empresas que buscam se comunicar melhor com seus públicos Crédito: Imagem: Studio Romantic | Shutterstock
O comportamento do consumidor mudou, e o marketing precisa acompanhar esse movimento. Em um cenário marcado pelo excesso de conteúdo e pela crescente presença da tecnologia, marcas que desejam se destacar precisam ir além da visibilidade e investir em conexão, consistência e estratégia.
A partir de discussões recentes entre lideranças de marketing, alguns aprendizados têm ganhado força e ajudam a orientar empresas que buscam se comunicar melhor com seus públicos. Confira!

1. Gerar conexão é mais importante do que apenas chamar atenção

Durante muito tempo, o foco esteve em maximizar alcance e visibilidade. Hoje, isso já não é suficiente. O desafio passa a ser criar identificação e relevância, considerando que o consumidor está mais atento a contexto, valores e propósito.
Segundo Ana Clara Sant’Anna, gerente de Marca e Comunicação na Claro, isso exige uma revisão na forma de escolher influenciadores e construir campanhas. “Por muito tempo, trabalhamos com grandes influenciadores com muitos seguidores. Funcionou por um tempo, mas percebemos que muitas vezes a marca pessoal desses  creators  se sobressaía à mensagem. Hoje, é preciso focar a conexão e em quem realmente fortalece a narrativa da marca”, afirma.

2. Autenticidade se tornou premissa para as marcas

A construção de marca passa, cada vez mais, por coerência e consistência. Em um ambiente em que o consumidor é exposto a inúmeras mensagens, posicionamentos superficiais ou oportunistas tendem a perder espaço. Isso reforça a necessidade de desenvolver narrativas alinhadas ao comportamento do público e sustentadas ao longo do tempo, com foco em relevância contínua, não apenas em campanhas pontuais.
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma alavanca de produtividade e passou a redesenhar a arquitetura de como organizações pensam, operam e se estruturam (Imagem:  Panya_photo | Shutterstock)
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma alavanca de produtividade e passou a redesenhar a arquitetura de como organizações pensam, operam e se estruturam (Imagem: Panya_photo | Shutterstock) Crédito:

3. Inteligência artificial exige mudança na forma de trabalhar

O uso da inteligência artificial já ultrapassou a lógica de ganho de eficiência. O movimento agora é mais estrutural e envolve repensar processos, rotinas e modelos de operação.
Empresas que avançam nesse tema tendem a adotar ciclos mais curtos de experimentação, decisões orientadas por dados e maior integração entre áreas, ampliando a capacidade de execução sem necessariamente expandir equipes.

4. Testar, medir e escalar passa a ser parte central da estratégia

A lógica de planejamento também evolui. Em vez de concentrar grandes investimentos em poucas iniciativas, cresce a adoção de testes contínuos, com acompanhamento próximo de resultados.
Carolina Mega, head de Marketing na The Magnum Company, destaca a importância dessa abordagem mais prática: “O que os profissionais precisam é sair da teoria e ir para a ação. Coloca um percentual do investimento e mede bem. Uma estratégia bem-feita vai dar resultado, e isso facilita ampliar o investimento depois”.

5. Creators se consolidam como peça-chave na comunicação

A  creator economy  se firma como um dos principais vetores de transformação do marketing. Com uma parcela significativa do conteúdo sendo produzida por criadores, as marcas passam a rever seus modelos de investimento e relacionamento. Mais do que alcance, o diferencial está na capacidade de gerar identificação com o público, tornando a comunicação mais relevante e efetiva.
Nesse contexto, Miriam Shirley, presidente da BrandLovers, destaca o papel estratégico desse movimento: “ Creators não são apenas canais de distribuição, mas parceiros na construção de marca. Quando bem integrados à estratégia, eles ajudam a traduzir mensagens de forma mais autêntica e relevante para diferentes públicos”.
Por Rodrigo Sévulo

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