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Mais investimentos e aumento da produção de petróleo e gás no ES

Processo de privatização e busca de parcerias pela estatal podem beneficiar o setor no Estado

Publicado em 02/08/2019 às 22h53
Campos de exploração em terra do Norte do Estado podem ser vendidos pela estatal. Crédito: Fabrício Marvila | GZ
Campos de exploração em terra do Norte do Estado podem ser vendidos pela estatal. Crédito: Fabrício Marvila | GZ

O Espírito Santo pode aumentar sua produção de petróleo e gás, bem como atrair mais investimentos para o setor e aumentar a arrecadação dos royalties caso a Petrobras coloque em prática alguns planos que têm traçado já para o ano que vem, como privatizações e vendas de campos de exploração.

Durante uma teleconferência com analistas, o diretor de Exploração e Produção da estatal, Carlos Alberto Pereira, disse que pretende “trabalhar mais em parcerias”. Na prática, isso significa atrair outras empresas para trabalhar em conjunto na exploração de petróleo e gás.

Atualmente, o índice de participação de parceiros da Petrobras é de 34%. O objetivo é alcançar 57% nos campos em terra e no mar.

O gerente de Petróleo e Gás da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Durval Vieira, explicou que a empresa consegue explorar de 14% a 23% do petróleo localizado nas bacias do Espírito Santo. No entanto, já há tecnologia e empresas que conseguem retirar até 35% do óleo.

“A Petrobras deve buscar parcerias com sócios que melhorem a eficiência das reservas. Isso acontecendo, vai ter um impacto direto nas nossas participações e no recebimento de royalties”, comentou.

Milton Costa Filho, do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), vê a busca por sócios como algo natural na indústria do petróleo. “Esse é um setor no qual os investimentos são muito grandes e no mundo inteiro as empresas buscam se associar a outras para dividir os riscos. Esse é um movimento natural”, avaliou Milton.

Outra mudança esperada pelo mercado é a aceleração dos processos de privatização da empresa. Se tudo caminhar conforme os planos do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, ao fim do processo a empresa estará focada, principalmente, na exploração e produção de campos do pré-sal.

Isso inclui a venda de poços onshore (em terra firme), localizados no norte do Estado. São 27 campos que já são considerados maduros e que não têm uma produtividade tão grande.

“Essa é outra questão que tende a trazer mais empregos, investimentos, aumentar a produção e melhorar a arrecadação no Espírito Santo. Com a privatização, outras empresas virão para atuar nesses campos que não são mais o principal foco da Petrobras”, pontuou Durval.

Em 2018, a produção total média dos campos terrestres foi de cerca de 2,8 mil bpd de óleo e 11 mil m3/dia de gás.

“A Petrobras é uma empresa que está se reconstruindo. Nessa reconstrução ela está reavaliando o portfólio e reduzindo a participação em áreas nas quais ela não tem mais tanto interesse. Ao privatizar essas áreas, ela abre espaço para que outras empresas possam investir e levar investimento ao Estado”, pontuou Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBI).

Atualmente, a Petrobras tem uma série de ativos em processo de venda - refinarias, campos de águas profundas, rasas e campos terrestres. No Estado, existem tanto campos terrestres quanto campos de águas rasas que estão no radar da empresa para serem vendidos.

Além dos ativos que já foram vendidos, a empresa vendeu campos em terra no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Fora isso, a empresa também se desfez da Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG) e da BR Distribuidora.

Na quinta-feira, a Petrobras divulgou que registrou lucro líquido de R$ 18,866 bilhões no segundo trimestre deste ano. Trata-se do melhor resultado trimestral já registrado pela companhia, muito por conta da venda dos ativos.

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