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Inflação

Inflação: os produtos que ficaram mais caros e mais baratos no ES

Setor de vestuário e alimentos tiveram maiores quedas nos preços. Entre os produtos que vão para o prato dos capixabas, tomate foi o que ficou mais barato, enquanto manga e mamão encareceram

Publicado em 08 de Agosto de 2019 às 17:30

Aramylle Bastos Locatelli

Publicado em 

08 ago 2019 às 17:30
Os alimentos pressionaram a inflação para os idosos Crédito: Agência Brasil

Acompanhando a média nacional, a inflação no Espírito Santo cresceu, ainda que de forma bem tímida, em julho. A Grande Vitória fechou o mês com uma leve alta de 0,04% no IPCA, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já no país, o aumento da inflação foi de 0,19%.

As maiores altas na Grande Vitória foram registradas no setor de habitação (0,96). Já o setor de alimentos (-0,41%) e vestuário (-1,09%) apresentaram as maiores quedas. Produtos como o tomate (-19,38%) e o feijão carioca (-8,27%), presentes na alimentação de muitos capixabas, ficaram mais baratos. O preço do peixe também caiu 14,15%.

Mas se por um lado houve queda de alguns alimentos, o preço de algumas frutas apresentou aumento significativo. Produtos como mamão (31,50%) e a manga (16,24%) ficaram mais caros. 

O economista Eduardo Araújo ressalta que, apesar das quedas em julho, o setor alimentício tem apresentado aumento na inflação nos últimos 12 meses. É o caso do tomate (131,57%) e o feijão (0,668%), que apesar de terem o preço menor no mês de julho continuam caros quando comparados ao ano passado.

“O consumidor hoje paga o dobro do que pagava para comprar tomate, por exemplo. É um produto, junto com o feijão e a batata inglesa, que está muito presente na mesa dos capixabas e tem apresentado um preço fora da média, muitas vezes impulsionado por questões climáticas e sazonais”, destacou Araújo.

PASSAGENS AÉREAS

Apesar de variações significativas no setor alimentício, foi no serviço de passagens aéreas que a inflação apresentou a maior alta. Viajar no mês de julho, época de férias escolares, ficou caro para o capixaba. O aumento foi de 31,6% na Grande Vitória, superior que o apresentado no Brasil (18,63%).

INFLAÇÃO ESTÁVEL

Em um acumulado de 12 meses, a inflação na Grande Vitória é de 3,52%, considerada baixa e estável pelos especialistas.

“A inflação está em um patamar baixo, dentro da meta estipulada pelo Banco Central, de 4,25%. Essa estabilidade é observada principalmente pela estagnação econômica que tem reduzido a demanda por produtos e consequentemente reduzido o preço deles”, explicou o economista Eduardo Araújo.

BRASIL

No país, o IPCA fechou em alta de 0,19%, a menor taxa para o mês em cinco anos. O resultado foi bem acima do que o registrado no Estado, mas considerado estável pelos economistas. A alta de 4,48% na conta de luz foi o que pressionou o índice.

Apesar da aceleração, a taxa é a menor para meses de julho desde 2014, quando ficou em 0,01%. O índice acumula alta de 2,42% em 2019 e de 3,22% nos últimos 12 meses, seguindo abaixo da meta de 4,25% definida para o ano.

 

 

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