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Ibovespa mantém patamar de 120 mil pontos, mas fecha em baixa de 0,72%

Após ter superado o impasse sobre o Orçamento de 2021 na noite anterior, a terça-feira (20) ainda foi negativa para o índice da B3

Publicado em 20/04/2021 às 18h08
Investimentos, Bolsa de Valores
Na semana, cede 0,87%, limitando os ganhos do mês a 2,94% - no ano, ainda avança 0,88%. Crédito: Pexels

O Ibovespa lutou e conseguiu conservar a linha dos 120 mil pontos no fechamento desta véspera de feriado no Brasil, com mercado aberto lá fora na quarta-feira. Superado o impasse sobre o Orçamento de 2021 na noite anterior, o dia ainda assim foi negativo para o índice da B3, que operou correlacionado a Nova York e ao petróleo na sessão, contribuindo para que Petrobras (PN -1,89%, ON -2,48%) devolvesse parte dos ganhos da segunda-feira (19), quando reagiu bem ao discurso de posse do novo presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna. Nesta terça-feira, o Ibovespa fechou em baixa de 0,72%, aos 120.061,99 pontos, entre mínima de 119.841,33 e máxima de 121.353,82 pontos, com giro financeiro a R$ 32,1 bilhões.

Na semana, cede 0,87%, limitando os ganhos do mês a 2,94% - no ano, ainda avança 0,88%.

A falta de reação das ações de bancos, com perdas que chegam a 21% no ano (BB ON), e o desempenho negativo de Vale ON (-1,46%) na sessão, com dados de produção abaixo do esperado para o primeiro trimestre, contribuíram para manter o Ibovespa em terreno negativo na maior parte do dia, de realização em Nova York.

"O yield da T-note de 10 anos tem se acomodado na faixa de 1,55% a 1,60%, após 'spike' que o levou além de 1,70%. E os índices de Nova York vêm de máximas. Temos uma situação externa favorável, que se reflete nos preços das commodities e nos ajuda", diz Ricardo Campos, sócio e gestor da Reach Capital. "No Brasil, há muita coisa acontecendo nas empresas, com movimentações sobre aquisições e fusões no varejo, setor que com as administradoras de shoppings e as utilities - estas pela alta dos juros longos - sofreram. Há espaço para o Ibovespa andar, especialmente no segundo semestre, com as vacinas", acrescenta. "O IBC-Br mostrou que o primeiro trimestre, para o PIB, não vai ser tão ruim quanto se temia, de novo - e os juros continuam baixos. Passado o Orçamento, a atenção se volta, na próxima semana, para o discurso de Bolsonaro na Conferência do Clima. Se for na direção certa, os gringos podem olhar um pouco melhor pra gente."

Nesta terça, após indecisão ao longo da tarde, o Ibovespa conseguiu se sustentar acima dos 120 mil pontos pelo quinto fechamento consecutivo, mesmo com o investidor optando por colocar algum dinheiro no bolso, na véspera do feriado de Tiradentes. Um grau maior de volatilidade era esperado por analistas nesta aproximação do feriado em que, apesar do encaminhamento de solução para o Orçamento, fica a sensação de que mais uma vez o recurso à criatividade abriu espaço para despesas ficarem fora do teto. Ainda assim, há o contraponto, positivo, de que se está perto de desfecho para a longa negociação e deliberação sobre a peça orçamentária, com divergência aberta entre a base política e a equipe econômica.

Na B3, o dia foi negativo para o setor de commodities e siderurgia (Usiminas -1,63%, CSN -1,62%), com a maioria das ações de bancos também em baixa, à exceção de BB ON (+1,62%) e Santander (+0,21%). Na face positiva do índice, destaque para alta de 8,92% em Pão de Açúcar, seguida por Marfrig (+4,60%), Cemig (+3,85%) e Carrefour (+3,29%), após a filial brasileira da rede de supermercados francesa divulgar forte desempenho das vendas no primeiro trimestre. No lado oposto, Yduqs cedeu 5,29%, Lojas Renner, 4,05%, e Gol, 3,93%.

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