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Ibovespa fecha em baixa de 1,18% e limita ganho na semana a 0,42%

O Ibovespa encerrou a semana aparando os ganhos que havia acumulado entre segunda e quarta-feira, três altas seguidas que configuraram a mais longa série positiva desde 7 de junho

Publicado em 16/07/2021 às 18h12
Investimentos, Bolsa de Valores
Na semana, o Ibovespa registrou leve ganho de 0,42%, vindo de perda de 1,72% na semana anterior - nas últimas quatro semanas, alternou perdas e ganhos. . Crédito: Pexels

O Ibovespa encerrou a semana aparando os ganhos que havia acumulado entre segunda e quarta-feira, três altas seguidas que configuraram a mais longa série positiva desde 7 de junho, inclinando-se nesta sexta-feira, como ontem, a uma realização em semana de acomodação para os índices de Nova York, com perdas entre 0,52% (Dow Jones) e 1,87% (Nasdaq) no período - vindo as duas referências, além do S&P 500 (-0,97% na semana), de renovação de máximas históricas entre a última sexta, quando não houve negócios em São Paulo, e esta segunda-feira.

Hoje, entre mínima de 125.807,95 e máxima de 128.010,15 pontos, o índice da B3 fechou a sessão em baixa de 1,18%, a 125.960,26 pontos, no menor nível desde 8 de julho (125.427,77), com giro a 30,4 bilhões nesta sexta-feira, em dia de vencimento de opções sobre ações. Na semana, o Ibovespa registrou leve ganho de 0,42%, vindo de perda de 1,72% na semana anterior - nas últimas quatro semanas, alternou perdas e ganhos, que mantêm o índice agora abaixo do nível em que estava em 30 de junho. Assim, no mês, o índice vira para o negativo, em baixa de 0,66% neste começo de segunda quinzena, limitando os ganhos do ano a 5,83%.

"Houve muita volatilidade hoje, tendo abertura forte, para cima, levando em conta ainda a fala do Powell (Jerome Powell, presidente do Fed), de que não vai diminuir o programa de recompras e de que a inflação é passageira. Aqui, o IGP-10 veio bem baixo, em linha com o esperado, mas durante o dia, principalmente lá fora, o mercado azedou após o sentimento do consumidor nos Estados Unidos, abaixo do esperado. Com as Bolsas (em Nova York) vindo de recordes, acabou virando por lá, puxando o Ibovespa junto, em queda superior a 1% nesta tarde", diz Rodrigo Knudsen, gestor da Vitreo, destacando também a volatilidade do câmbio. "O mercado está um tanto sem direção, reagindo a uma notícia aqui, outra ali", acrescenta.

Ao longo da tarde, acompanhando renovação de mínimas pelo S&P 500 e o Nasdaq na sessão, as perdas em bancos (Bradesco PN -2,21%, Itaú PN -1,62%) se acentuaram na B3, assim como as de ações de commodities, como Vale ON (-1,80%) e Petrobras ON (-1,91%). Com poucos catalisadores domésticos disponíveis nesta sexta-feira, o índice da B3 seguiu a cautela externa, em dia misto para os dados americanos sobre varejo e confiança do consumidor. Na ponta do Ibovespa, B2W fechou hoje em alta de 4,15%, à frente de Sabesp (+2,12%) e de Marfrig (+1,56%). No lado oposto, Embraer cedeu 4,00%, CSN, 3,46%, e Azul, 3,23%.

"A reação do índice na semana que vem será decisiva para o curtíssimo prazo. No caso de perder o patamar, e, consequentemente, os 125 mil pontos, tendência de baixa no curtíssimo prazo será iniciada com alvo na faixa de 120 mil pontos", diz Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora. Ele chama atenção para comentários da secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, de que os preços nos Estados Unidos podem continuar subindo "por vários meses", antes de convergirem para os níveis históricos. "Na mesma linha, Powell afirmou que a alta coloca a inflação em nível desconfortavelmente acima do que seria consistente com os objetivos do Fed, embora ele mantenha o discurso de que as pressões inflacionárias são transitórias", acrescenta o analista.

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