A arrecadação do governo federal com impostos e contribuições em setembro foi a maior para o mês desde 2015 e somou R$ 110 bilhões , segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta quarta-feira. O número representa uma alta de 0,26% na comparação com setembro do ano passado, já descontada a inflação.
Com a recuperação gradual da economia, a arrecadação federal entrou no 11º mês seguido de alta. Em setembro, o resultado foi influenciado principalmente pelo aumento da arrecadação com royalties de petróleo, contribuição paga pelas empresas para explorar o produto.
Com a alta do dólar, do preço do barril no mercado internacional e o aumento da produção interna, a receita com petróleo tem aumentado todos os meses. No mês passado, cresceu 39% na comparação com o mesmo período de 2017.
Entre janeiro e setembro desde ano, já chega a R$ 1 trilhão o total de impostos e contribuições arrecadados pelo governo federal. Esse valor significa uma alta de 6,2% quando comparado ao mesmo período de 2017.
Para o mês de setembro, a Receita Federal informou que os principais indicadores que impactam na arrecadação tiveram alta. É o caso da produção industrial, venda de bens e serviços, importações e massa salarial. Com isso, cresceu 21% a arrecadação com impostos que incidem sobre o lucro das empresas não financeiras.
Por outro lado, caiu a arrecadação com receita previdenciária, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-combustíveis).