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Indústria

Fornecedores de montadoras devem crescer 21,2% em 2021, diz Sindipeças

Nas previsões do Sindipeças, a produção nacional de veículos deve voltar no ano que vem ao nível de 2,4 milhões de unidades, 21,4% acima do volume previsto

Publicado em 27 de Outubro de 2020 às 17:02

Redação de A Gazeta

Publicado em 

27 out 2020 às 17:02
Produção industrial
A indústria de autopeças vai faturar R$ 135 bilhões em 2021, sendo que 65,7% deste total virá dos pedidos feitos pelas montadoras Crédito: Pexels
Representante da indústria nacional de autopeças, o Sindipeças apresentou previsões que apontam a um crescimento de 21,2% do faturamento do setor no ano que vem. O desempenho deve ser puxado pelo aumento de 26% nos negócios com montadoras, que absorvem mais de 60% da produção de componentes automotivos.
Durante congresso virtual promovido pela Autodata, o presidente do Sindipeças, Dan Ioschpe, ponderou que o cenário continua bastante incerto, já que ninguém consegue prever quando o mundo vai conseguir debelar a pandemia.
"Não sabemos onde isso termina. Temos de conviver com essa insegurança", afirmou o executivo.
Ele observou, por outro lado, que o maior receio ao uso de transporte coletivo gera interesse das pessoas na aquisição de carros de passeio, uma reação, citando como exemplo, constatada no mercado chinês.
Nas previsões do Sindipeças, a produção nacional de veículos deve voltar no ano que vem ao nível de 2,4 milhões de unidades, 21,4% acima do volume previsto para este ano, quando, conforme as projeções da entidade, as montadoras devem produzir 32,8% a menos.
Se confirmadas as previsões do Sindipeças, a indústria de autopeças vai faturar R$ 135 bilhões em 2021, sendo que 65,7% deste total virá dos pedidos feitos pelas montadoras. Ainda assim, o desempenho não será suficiente para o setor recuperar o faturamento de 2019: R$ 150,9 bilhões.
De acordo com Ioschpe, as condicionantes macroeconômicas serão decisivas no desempenho da indústria no ano que vem, dado que sinalizações positivas de reequilíbrio fiscal contribuem a juros mais baixos, inflação sob controle e, em ultima instância, taxas mais baixas nos financiamentos automotivos.
"Aí, as previsões podem estar conservadoras", afirmou o presidente do Sindipeças.

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