Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 14:29
O calendário de 2026 traz uma oportunidade rara para quem quer viajar mais sem consumir todo o período de férias: serão 12 feriados prolongados ao longo do ano, criando janelas ideais para escapadas internacionais curtas. A possibilidade de emendar datas tem impulsionado viagens para destinos próximos da América Latina, como Argentina, Uruguai e Chile, e consolidado um novo comportamento entre brasileiros: otimizar o tempo livre e o orçamento ao mesmo tempo. >
Para quem deseja potencializar as férias, o próprio calendário ajuda. Entre abril e maio, por exemplo, o feriado de 21 de abril (Tiradentes) permite diferentes combinações de emenda. Ao tirar folga oficialmente entre os dias 6 e 20 de abril, os feriados garantem, na prática, um descanso contínuo de 3 a 21 de abril — 19 dias fora do trabalho usando apenas 13 dias úteis. >
Esse tipo de planejamento favorece viagens mais frequentes e mais curtas. Mas também exige atenção redobrada ao orçamento: em roteiros enxutos, pequenas taxas, decisões financeiras mal planejadas e variações cambiais podem comprometer a economia que o feriado promete. >
A seguir, Manuel Beaudroit, CEO da belo, carteira digital internacional, comenta hábitos financeiros que ajudam brasileiros a viajar mais para o exterior em 2026 gastando menos, com decisões que começam antes do embarque e seguem durante a viagem. Confira! >
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O planejamento financeiro prévio impacta diretamente o custo final da viagem. As decisões com maior peso no orçamento costumam ser: >
Gastos com transporte local e compras pessoais são os que mais costumam estourar o orçamento. Em cidades como Buenos Aires, Santiago e Montevidéu, o custo de deslocamento diário entre atrações turísticas, aeroportos e regiões centrais pode representar uma parcela significativa dos gastos ao longo da viagem. >
Comparar apenas o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) não é suficiente. Cada meio de pagamento envolve um custo total diferente, que inclui: >
Entender esse conjunto é essencial para evitar surpresas no retorno da viagem, quando a fatura chega. >
No cartão de crédito internacional, o valor final da compra pode variar conforme a política do emissor, o spread cambial e o momento em que a transação é processada, o que reduz a previsibilidade dos gastos. >
“O problema não é usar o cartão, mas usar sem entender o custo real da conversão. Pequenas taxas acumuladas ao longo da viagem fazem diferença no orçamento final”, explica Manuel Beaudroit. >
Dinheiro físico ainda pode ser útil em situações pontuais, como transporte inicial ou pequenos gastos logo na chegada ao destino. A recomendação é levar uma quantia limitada, suficiente para o primeiro dia, e priorizar meios digitais ao longo da viagem. >
Em alguns países, regras migratórias podem prever a comprovação de recursos financeiros no momento da entrada, que pode ser feita por diferentes meios, como dinheiro em espécie, cartões ou extratos bancários. Por isso, é importante verificar as exigências específicas do destino antes do embarque. >
Não existe um “momento ideal” para comprar moeda estrangeira . Por isso, a recomendação é comprar aos poucos, estratégia conhecida como dollar-cost averaging , que ajuda a suavizar a variação cambial. >
Exemplo: >
Preço médio: R$ 5,016 >
Essa abordagem permite montar uma reserva com mais previsibilidade e menos estresse próximo à viagem. >
Quando o destino utiliza moedas pouco negociadas globalmente, como baht tailandês ou peso filipino, a melhor estratégia costuma ser levar dólares ou euros e fazer a troca no país de destino. >
“No Brasil, essas moedas costumam ter spread alto e pouca oferta. Ainda assim, é importante chegar ao destino com uma pequena quantia já convertida para os primeiros gastos — evitando trocas em aeroportos ou hotéis, onde o câmbio tende a ser pior”, alerta Manuel Beaudroit. >
Usar apenas um meio de pagamento aumenta riscos e custos. A combinação mais eficiente costuma incluir: >
Plataformas digitais e contas multimoeda permitem acompanhar gastos e centralizar diferentes moedas durante a viagem. “Segundo análises, é possível economizar de 5% a 12% do valor total da viagem ao combinar câmbio antecipado e diferentes meios de pagamento”, afirma o executivo. >
Visualizar despesas em tempo real ajuda a corrigir excessos enquanto ainda há tempo. Ferramentas que categorizam gastos e mostram o saldo disponível facilitam o controle diário e evitam surpresas no retorno. >
Ao sair ou entrar no Brasil com valores superiores a R$ 10 mil (ou equivalente em moeda estrangeira), é obrigatória a declaração à Receita Federal. Ignorar essa regra pode gerar multas e transtornos na imigração. >
Por Paula Deodato >
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