Conforme era esperado, o relator da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB), trouxe em seu novo parecer regras mais brandas para a aposentadoria de professoras. Ele propôs que as professoras tenham direito à integralidade (que é o último salário da carreira) e a paridade (que é o direito aos mesmos reajustes salariais dos ativos) aos 57 anos de idade.
Na primeira versão do relatório, as professoras somente teriam direito a essas duas vantagens ao atingir 60 anos de idade. O novo ajuste precisará foi feito porque o relator reduziu a idade de aposentadoria das mulheres de 60 anos para 57 anos. Ele manteve, contudo, a idade dos professores em 60 anos.
CONTRIBUIÇÃO
O tempo de contribuição para as professoras também será menor. Ao invés dos 30 anos que o governo queria exigir para poder conceder os benefícios, o relatório traz 25 anos para elas.
Atualmente, professores da rede privada não tinham idade mínima para se aposentar, sendo preciso apenas tempo de contribuição no exercício do magistério. Com a reforma, a idade mínima começará em 51 anos (mulher e 56 anos (homem), subindo gradativamente ano a ano até alcançar os 57 anos para as professoras e 60 anos para professores.
Já os que lecionam na rede pública precisam atualmente cumprir idade mínima de 50 anos (mulher) e 55 anos (homem). Essas idades também começarão a subir gradualmente para também chegar em 57 anos/60 anos.
Outra mudança no texto é a possibilidade de redução em mais cinco anos da idade mínima para ocupantes do cargo de professor que comprovarem tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental. (Com informações da Agência O Globo)
"ACABOU O AMOR, BOLSONARO TRAIDOR"
Policiais que querem regras previdenciárias mais brandas protestaram ontem no salão verde da Câmara contra o presidente Jair Bolsonaro. “Acabou o amor, Bolsonaro traidor”, gritaram os integrantes das forças de segurança. Os benefícios para os policiais criaram uma racha no PSL. Até 22 parlamentares do partido do presidente podem votar contra a reforma da Previdência caso o ministro da Economia, Paulo Guedes, aceite medidas que beneficiariam policiais federais e civis.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que todas as categorias terão de dar a sua cota de sacrifício na reforma previdenciária, incluindo as forças policiais. O presidente disse que está tratando do assunto com o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, e classificou como natural o protesto de lobistas.
“Está sendo negociado. Liguei para o Valeixo. Estamos tratando do assunto. É natural os lobbies, mas todo mundo vai ter a sua cota de sacrifício, como as Forças Armadas tiveram”.