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Previdência

Em novo texto da reforma, professoras poderão se aposentar mais cedo

Tempo de contribuição delas também será menor, de 25 anos

Publicado em 03 de Julho de 2019 às 01:13

Publicado em 

03 jul 2019 às 01:13
Professoras terão direito à integralidade e paridade aos 57 anos de idade Crédito: gov. do paraná/divulgação
Conforme era esperado, o relator da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB), trouxe em seu novo parecer regras mais brandas para a aposentadoria de professoras. Ele propôs que as professoras tenham direito à integralidade (que é o último salário da carreira) e a paridade (que é o direito aos mesmos reajustes salariais dos ativos) aos 57 anos de idade.
Na primeira versão do relatório, as professoras somente teriam direito a essas duas vantagens ao atingir 60 anos de idade. O novo ajuste precisará foi feito porque o relator reduziu a idade de aposentadoria das mulheres de 60 anos para 57 anos. Ele manteve, contudo, a idade dos professores em 60 anos.
CONTRIBUIÇÃO
O tempo de contribuição para as professoras também será menor. Ao invés dos 30 anos que o governo queria exigir para poder conceder os benefícios, o relatório traz 25 anos para elas.
Atualmente, professores da rede privada não tinham idade mínima para se aposentar, sendo preciso apenas tempo de contribuição no exercício do magistério. Com a reforma, a idade mínima começará em 51 anos (mulher e 56 anos (homem), subindo gradativamente ano a ano até alcançar os 57 anos para as professoras e 60 anos para professores.
Já os que lecionam na rede pública precisam atualmente cumprir idade mínima de 50 anos (mulher) e 55 anos (homem). Essas idades também começarão a subir gradualmente para também chegar em 57 anos/60 anos.
Outra mudança no texto é a possibilidade de redução em mais cinco anos da idade mínima para ocupantes do cargo de professor que comprovarem tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental. (Com informações da Agência O Globo)
"ACABOU O AMOR, BOLSONARO TRAIDOR"
Policiais que querem regras previdenciárias mais brandas protestaram ontem no salão verde da Câmara contra o presidente Jair Bolsonaro. “Acabou o amor, Bolsonaro traidor”, gritaram os integrantes das forças de segurança. Os benefícios para os policiais criaram uma racha no PSL. Até 22 parlamentares do partido do presidente podem votar contra a reforma da Previdência caso o ministro da Economia, Paulo Guedes, aceite medidas que beneficiariam policiais federais e civis.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que todas as categorias terão de dar a sua cota de sacrifício na reforma previdenciária, incluindo as forças policiais. O presidente disse que está tratando do assunto com o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, e classificou como natural o protesto de lobistas.
“Está sendo negociado. Liguei para o Valeixo. Estamos tratando do assunto. É natural os lobbies, mas todo mundo vai ter a sua cota de sacrifício, como as Forças Armadas tiveram”.

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