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Crise na economia

Economia diz que auxílio de R$ 600 tem prazo e desautoriza secretário

Na segunda-feira, Carlos da Costa havia falado que alguns programas poderiam ter vindo 'para ficar' e que havia possibilidade do benefício ser mantido

Publicado em 12 de Maio de 2020 às 13:22

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 mai 2020 às 13:22
Carlos Da Costa
Carlos Da Costa Crédito: Washington Costa/MDIC
O Ministério da Economia disse hoje (12) que o auxílio emergencial não pode ser permanente para não comprometer a política fiscal. Segundo a nota, "as despesas criadas neste momento de excepcionalidade não devem ser transformadas em permanentes para não comprometer a recuperação das contas públicas a partir de 2021 e nem a trajetória sustentável da dívida pública".
A informação foi divulgada após o secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, ter afirmado que havia a possibilidade de o benefício permanecer. “Talvez alguns programas tenham vindo para ficar”, disse Costa em referência ao auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais, autônomos, microempreendedores individuais e desempregados", disse em transmissão ao vivo do BTG Pactual.
“Sobre as notícias de que o programa de auxílio emergencial pode ser permanente, o Ministério da Economia esclarece que tem tomado medidas de caráter temporário para combater os efeitos da pandemia. O compromisso com o teto de gastos dá credibilidade e promove investimentos que criam empregos e faz com que o governo onere cada vez menos a sociedade”, diz o texto.
Segundo a nota, neste momento, o governo está preocupado em preservar vidas e a atividade econômica. “Com medidas extraordinárias, foi possível socorrer os mais vulneráveis que perderam seu sustento. Essa crise trouxe, entretanto, uma oportunidade para avaliar a efetividade dos programas de transferência de renda e desenhar propostas de melhorias. Projetos para a reativação da economia estão em estudo e serão divulgados no momento oportuno”, finalizou o ministério.
Costa afirmou na live que o governo discute se o auxílio emergencial e outras medidas de socorro deverão durar os três meses inicialmente planejados ou se deverão ser desmontadas gradualmente, num processo de transição para um novo modelo econômico. “Não podemos virar a chave e desligar tudo de uma hora para outra”, disse, referindo-se à possibilidade de manutenção do benefício no segundo semestre deste ano.
Com informações da Agência Brasil
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