Após fechar a semana passada com uma queda acumulada de 1,91%, a R$ 3,14, o dólar sobe e caminha para maior alta diária desde a véspera do julgamento de Lula na última quarta-feira. Agora, a divisa americana avança 0,90%, cotada a R$ 3,169, na esteira do fortalecimento externo da moeda antes da divulgação de dados dos EUA.
A Bolsa brasileira também sofre revés, após fechar em mais uma máxima histórica na sexta-feira – mas ainda assim se mantém acima dos 85 mil pontos. O Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro, recua 0,27% a 85.300 pontos.
O pregão é marcado pelo clima ante às expectativas em torno da divulgação dos dados americanos e chineses. Nos EUA, são anunciados hoje o FOMC (o Copom americano, que vai divulgar a taxa básica de juros) e dados do mercado de trabalho; a China divulga ainda a taxa de crescimento do setor industrial.
— Os players estão hesitantes em puxar o dólar para baixo antes do FOMC — diz à Bloomberg Georgette Boele, estrategista do ABN Amro em Amsterdan.
Entre os principais papéis, as ordinárias (ON, com direito a voto) da Petrobras avançam 0,09% a R$ 21,73; as preferenciais (PN, sem direito a voto) recuam 0,20% a R$ 19,89; e a Vale avança 1,08% a R$ 41,88.