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Mercado Financeiro

Dólar cai a R$ 5,25 com Fitch e superávit primário forte do governo

o real teve o melhor desempenho internacional nesta quinta-feira (27), considerando uma cesta das 34 moedas mais líquidas, testando as mínimas em 10 dias

Publicado em 27 de Maio de 2021 às 18:44

Agência Estado

Publicado em 

27 mai 2021 às 18:44
dólar
No mercado futuro, o dólar para junho, que vence na segunda-feira (31), feriado nos Estados Unidos, cedia 1,32% às 17h45, a R$ 5,2450. Crédito: jcomp/ freepik
O dólar aumentou o ritmo de queda ante o real na tarde desta quinta-feira, ajudado pela decisão da Fitch de manter o rating soberano do Brasil e o forte superávit primário do governo em abril, que traz algum alívio sobre a situação fiscal de curto prazo do País. Com isso, o real teve o melhor desempenho internacional nesta quinta-feira (27), considerando uma cesta das 34 moedas mais líquidas, testando as mínimas em 10 dias, na casa dos R$ 5,25.
A moeda americana chegou a bater na máxima de R$ 5,31 pela manhã, mas engatou queda com operadores reportando fluxo externo e acabou fechando em queda de 1,09%, a R$ 5,2553. No mercado futuro, o dólar para junho, que vence na segunda-feira (31), feriado nos Estados Unidos, cedia 1,32% às 17h45, a R$ 5,2450.
O momento é de "otimismo cauteloso" com o Brasil, avalia a consultoria inglesa TS Lombard. Seus analistas veem atividade mais forte do que se previa anteriormente e reformas andando no Congresso, com chance real de aprovação.
Na atividade, nesta quinta o Itaú elevou a previsão para o crescimento do Brasil de 4% para 5% este ano. O banco vê risco de recrudescimento da pandemia, fator que tem se mantido no radar do mercado, mas a avaliação é que o impacto na economia seria mais moderado.
"Estamos com perspectiva de momento melhor, com viés mais positivo", afirma um diretor de tesouraria, ressaltando que os desafios fiscais e políticos seguem importantes. No curto prazo, este executivo avalia que indicadores melhores da atividade e da arrecadação estão levando uma melhora das previsões fiscais. "Não vejo avanço estrutural significativo no ajuste fiscal, mas também não vejo um desarranjo",disse ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), destacando que este ambiente ajuda a retirar pressão do câmbio, ajudado também pelas contas externas melhores, juros em alta e dólar em baixa no exterior. Este cenário, diz ele, permitiu o não rebaixamento do rating do Brasil, completa ele, um temor que pairava nas mesas de operação.
Na tarde desta quinta, o Tesouro divulgou que o superávit primário do Governo Central ficou em R$ 16,5 bilhões, o melhor para o mês desde 2014 e o dobro do esperado pelos economistas consultados pelo Broadcast. O número corrobora a visão de que o país terá uma melhora fiscal em 2021 pelo próprio avanço da atividade.
O economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro, afirmou em evento do banco que há cinco meses o mercado discutia sobre a dívida pública batendo em 100% do PIB. Agora, já se projeta que o indicador pode ficar em 85% este ano ou até abaixo.
Ao manter o rating brasileiro, a Fitch disse esperar que o teto seja cumprido este ano e também prevê melhora fiscal com o déficit do governo central passando de 14% do PIB em 2020 para 7,4% este ano.

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