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Covid-19

Congresso prioriza projeto emergencial a estados em vez do Plano Mansueto

O novo projeto deverá prever, por exemplo, a suspensão de dívidas, linhas de financiamento para os estados, novos limites de endividamento neste ano e o adiamento do prazo para pagamento de precatórios

Publicado em 08 de Abril de 2020 às 15:32

Redação de A Gazeta

Publicado em 

08 abr 2020 às 15:32
Congresso Nacional, em Brasília
Congresso Nacional, em Brasília Crédito: Arquivo/Agência Brasil
O governo e o Congresso articulam um projeto com medidas para aliviar o caixa dos estados e municípios durante a pandemia do novo coronavírus. Com a proposta emergencial, o Plano Mansueto, conjunto de ações de médio a longo prazo para esses entes, só será votado na Câmara apenas após o controle da Covid-19.
O novo projeto deverá prever, por exemplo, a suspensão de dívidas, linhas de financiamento para os estados, novos limites de endividamento neste ano e o adiamento do prazo para pagamento de precatórios (dívidas a pessoas físicas ou empresas por decisão judicial).
Para tentar destravar o Plano Mansueto, enviado ao Congresso em junho de 2019, o governo e líderes partidários chegaram a articular a inclusão dessas medidas emergenciais no texto -de efeito no médio prazo- que cria um programa de estímulo ao ajuste das contas de estados e municípios. Mas a ideia não foi suficiente para reduzir as críticas ao plano.
Por isso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou nesta terça-feira (7) que, por ora, o Plano Mansueto será substituído pela proposta emergencial de auxílio aos estados e municípios, com ações de efeito durante a pandemia.
"Estamos tentando construir isso, junto com a equipe econômica. Seria o ideal, que a gente construa uma alternativa de um texto enxuto, que trate do curto prazo", disse Maia. Para ele, é mais fácil construir um acordo partidário para ações emergenciais.
Maia espera costurar a proposta até esta quarta (8), que pode ir a votação ainda nesta semana. Mas texto ainda precisa ser analisado pelos líderes da Casa.
"Os estados já estão perdendo arrecadação nesse inicio de abril, e nós precisamos garantir que os entes federados continuem funcionando", argumentou o presidente da Câmara.
O Plano Mansueto prevê acesso a financiamento a estados que cumprirem alguns requisitos.São exemplos de contrapartidas: privatizar empresas dos setores financeiro, energia, de saneamento, ou de gás; reduzir em 10% os incentivos ou benefícios tributários no ano seguinte à assinatura do programa de socorro.
O Tesouro havia reservado R$ 40 bilhões, sendo R$ 10 bilhões por ano, para dar aval a empréstimos estaduais. Governadores, no entanto, avaliaram que as exigências são muito duras, o que contribuiu para o entrave do plano.
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