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Compras

Com compra da Avon, maior parte das vendas da Natura virá do exterior

Segundo João Paulo Ferreira, presidente-executivo da Natura, cerca de 70% das vendas da companhia virão do exterior.

Publicado em 23 de Maio de 2019 às 15:26

Publicado em 

23 mai 2019 às 15:26
Ações da Natura batem máxima histórica com compra da Avon Crédito: Pixabay

Após a concretização da compra da Avon, o grupo de empresas controladas pela holding Natura &Co terá a maior parte de sua receita vinda de fora do Brasil.

Segundo João Paulo Ferreira, presidente-executivo da Natura, cerca de 70% das vendas da companhia virão do exterior.

Ele falou durante conferência para investidores na manhã desta quinta-feira (23).

Com a Avon, a holding passa a ter receita líquida anual superior a US$ 10 bilhões (R$ 40,6 bilhões), mais de 6 milhões de revendedores, se tornando o quarto maior grupo exclusivamente de beleza no mundo.

A companhia terá atuação em 100 países e será a maior no uso do canal de vendas de porta em porta (vendas diretas), com mais de 6 milhões de revendedores.

Roberto Marques, presidente executivo do Conselho da Natura &Co, diz que a aquisição da Avon acelera a construção de um grupo de empresas multimarcas, multicanal e global.

Essa é a terceira aquisição de uma marca internacional pela Natura. A companhia comprou a australiana Aesop em 2013 e a britânica The Body Shop em 2017.

Natura e Avon deverão seguir como empresas e marcas independentes.

Porém a Natura &Co espera que a operação traga uma economia que ficará entre US$ 150 milhões e US$ 250 milhões ao ano, devido às sinergias existentes nas operações das duas empresas.

Marques espera que esta sinergia venha de uma gestão de maior escala e eficiência de suprimentos e de logística, da redução da complexidade na manufatura e da redução de gastos administrativos em áreas como tecnologia da informação.

Na operação, que avaliou a Avon em US$ 3,7 bilhões, cada ação da companhia vendida foi trocada por 0,3 ação da Natura. 

Os acionistas da Natura &Co ficarão com 76% da companhia combinada, enquanto os acionistas da Avon terão aproximadamente 24%.

Após a conclusão da aquisição, o Conselho de Administração da empresa combinada será composto por 13 membros, três dos quais serão designados pela Avon.

O negócio depende de aval de órgãos reguladores e da assembleia de acionistas das duas empresas.

A expectativa é que a operação seja concluída no início de 2020.

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