Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Agronegócio

Castanha da Sapucaia é vendida por R$ 80 o quilo no ES

Pesquisadores e produtores também apostam em árvore para reflorestar áreas
Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 dez 2018 às 22:36

Publicado em 09 de Dezembro de 2018 às 22:36

Entre novembro e dezembro acontece a florada da Sapucaia. Nesse período, as folhas atingem um tom de rosa avermelhado e se destacam na paisagem Crédito: Léo Bragato
Uma árvore está despertando o interesse dos agricultores do Estado, a Sapucaia. Além do alto valor comercial de suas castanhas, que pode chegar a R$ 80 o quilo, a espécie também poder ser utilizada no reflorestamento das propriedades.
“Optando por espécies que podem ser utilizadas para o extrativismo vegetal, como a Sapucaia, o produtor alia a obrigatoriedade legal de reflorestar e manter uma mata nativa com a geração de renda. Além disso, ela pode ser usada em sistemas agroflorestais”, explica a coordenadora do projeto Biomas Mata Atlântica, Fabiana Ruas.
A Sapucaia é uma árvore nativa da Mata Atlântica, bioma florestal que abrange o Espírito Santo e pode chegar a 50 metros de altura, o que equivaleria a um prédio de 16 andares, em condições de floresta.
Ainda de acordo com a pesquisadora do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), por ser nativa, a árvore tem um fácil manejo. “A Sapucaia precisa de sol para se desenvolver. Em geral, ela começa a produzir depois dos dez anos, mas estamos pesquisando para antecipar essa produção inicial”, comenta.
A castanha da Sapucaia é parente da castanha do Pará. Ela é rica em sabor e pode ser consumida cozida, torrada ou crua. Também contém muitos compostos químicos, que facilitam na memorização e prevenção do Alzheimer, e vitaminas do complexo B, que são essenciais para a geração de energia.
“Essa castanha, há cinco anos, custava R$ 15 o quilo, em média. Hoje, o valor aumentou muito e chega a ser vendida por até R$ 80 o quilo. Ela está sendo usada para a fabricação de granola, biscoitos, bolos e tortas. A castanha fica dentro de um coco que precisa ser colhido de vez do pé”, elenca Fabiana.
FLORESTA
 
Durante a florada, as folhas da Sapucaia atingem um tom de rosa avermelhado, fazendo a árvore se destacar em meio às demais. A beleza exuberante dessa espécie foi um dos motivos que fez o aposentado João Luíz Guasti, 62 anos, apostar no seu plantio.
Para reflorestar os 3,5 hectares do sítio que tem na região de Pau Amarelo, em Viana, e montar um bosque, ele está investindo na espécie. “Eu comecei a plantar no ano passado, com cerca de 60 mudas. Neste ano, ainda vou plantar mais 110. Eu estou substituindo uma floresta de eucalipto por um bosque de Sapucaia”, conta.
A intenção dele é plantar cerca de 700 árvores na área. “Daqui a alguns anos, quero ter a oportunidade de ver o bosque todo florido”, revela. E, se quiser, até lucrar.
SAIBA MAIS
Porte
A árvore da Sapucaia pode atingir até 50 metros de altura, o que equivale a um prédio de 16 andares. O tronco pode ter entre 50 e 90 centímetros de diâmetro.
Produção
A floração da árvore acontece entre novembro e dezembro. O fruto leva dez meses para maturar. A produção ocorre depois dez a 12 anos.
Tem grande potencial no mercado de amêndoas.
As sementes são saborosas e nutritivas podendo ser consumidas cruas, cozidas ou torradas, além de ter uso na produção de óleo medicinal. A madeira também tem mercado comercial.
Fonte: Embrapa

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
SUS Capixaba: cuidado, acesso e dignidade
Imagem de destaque
Holdings: impactos no IBS/CBS na tributação das operações não onerosas
Imagem de destaque
Conseguiremos superar o mal-estar dos brasileiros?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados