Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Economia
  • Brasil é reconhecido como exportador exclusivo de cacau fino e aroma
ICCO

Brasil é reconhecido como exportador exclusivo de cacau fino e aroma

A aprovação brasileira foi impulsionada pelo trabalho da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira no desenvolvimento de um dossiê técnico com informações sobre o cacau do país

Publicado em 13 de Setembro de 2019 às 14:06

Publicado em 

13 set 2019 às 14:06
O cacau fino e aromático é identificado por apresentar sabores diferenciados, desde frutados, florais e amadeirado Crédito: Pixabay
O Brasil foi oficialmente reconhecido pela Organização Internacional do Cacau (ICCO, na sigla em inglês) como país exportador de 100% de cacau fino e de aroma, informa o Ministério da Agricultura, em comunicado. A inclusão no rol de países certificados no Acordo Internacional do Cacau, ocorreu na quinta-feira (12) durante reunião do Conselho Internacional da ICCO, realizada em Abidjã, na Costa do Marfim.
A certificação que dá status diferenciado para países que exportam cacau fino e de aroma é feita desde 1972 pela ICCO. A aprovação brasileira foi impulsionada pelo trabalho da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) no desenvolvimento de um dossiê técnico com informações sobre o cacau do Brasil.
No documento aprovado, o Conselho da ICCO registra que, "embora as exportações de amêndoas de cacau sejam pequenas em volume, o painel reconheceu a apresentação de dados mostrando a situação do país como exportador exclusivo de amêndoas de cacau fino ou de aroma".
A primeira tentativa de ingresso do Brasil no anexo C do Acordo Internacional do Cacau, que reúne os países produtores e exportadores de cacau de alta qualidade fino, ocorreu em 2015. As chances se tornaram mais concretas a partir da participação de técnicos da Ceplac e diplomatas brasileiros na Conferência Mundial do Cacau de 2018, realizada em Berlim, na
, e na "Reunião Preliminar do Painel Ad Hoc sobre Cacau Fino e de Aroma", em novembro do ano passado em Guayaquil (Equador).
Foram realizadas várias videoconferências coordenadas pela ICCO com servidores da Ceplac até chegar a uma versão definitiva do dossiê. A solicitação brasileira foi aceita em abril deste ano, em reunião da organização realizada na cidade de Abidjã, Costa do Marfim, e aprovada nesta quinta-feira (12).
Segundo o ministério, o cacau fino e aromático é identificado por apresentar sabores diferenciados, desde frutados, florais, amadeirado, entre outros. A definição leva em consideração a origem ("terroir") do cacau, as características genéticas e a qualidade da fermentação das amêndoas.
O comércio mundial de cacau e chocolate fino atende a um mercado de nicho e representa menos de 5% do total comercializado entre os países. Contudo, o produto tem preço elevado no mercado, podendo custar até três vezes mais do que o cacau comum ou a granel, conhecido como "bulk".
A expectativa do governo brasileiro é que o reconhecimento possa aumentar o interesse do mercado internacional pelo cacau produzido na Mata Atlântica e na Amazônia.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Fusca capota em Muniz Freire
Fusca bate em poste, capota e duas pessoas ficam feridas em Muniz Freire
Imagem de destaque
Os inquietantes paralelos entre 2008 e 2026: uma nova crise financeira está a caminho?
Imagem de destaque
Homem é preso suspeito de matar companheiro dentro de apartamento em Vila Velha

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados