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Mercado financeiro

Bolsas têm pregão "montanha-russa" e terminam no azul

O Ibovespa registrou alta de 0,61%, a 102.782 pontos. O dólar, que encostou nos R$ 4 durante a manhã, fechou a R$ 3,9770, alta de 0,500%. O patamar é o maior desde 30 de maio

Publicado em 07 de Agosto de 2019 às 21:35

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07 ago 2019 às 21:35
Dólar fechou a R$ 3,97 nesta quarta-feira (07) Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasi

Após uma manhã negativa para ativos de risco, o mercado se recuperou com a perspectiva de novos cortes na taxa de juros americana. Charles Evans, membro do Fed, banco central americano, indicou que o órgão deve reduzir os juros com a fraca inflação dos Estados Unidos e piora na guerra comercial.

A fala de Evans levou as Bolsas americanas a reverterem as perdas no pregão, o que beneficiou a Bolsa brasileira. O Ibovespa registrou alta de 0,61%, a 102.782 pontos. O dólar, que encostou nos R$ 4 durante a manhã, fechou a R$ 3,9770, alta de 0,500%. O patamar é o maior desde 30 de maio. 

Nesta quarta-feira (07), o yuan, moeda chinesa, voltou a se desvalorizar frente ao dólar, cotado a 7,06 yuans por dólar, maior patamar desde 2008. O banco central chinês definiu o ponto médio do yuan, que determina o ponto em torno do qual a moeda pode ser negociada, a 6,9996 yans por dólar.

Na terça-feira (06), o órgão havia fixado o ponto médio em 6,9683 yuans por dólar, o que superou positivamente as expectativas do mercado e levou a um alívio nos ativos.

Outro fator que pressionou os mercados foi o corte de juros além do esperado pelo mercado na Nova Zelândia, Índia e Tailândia, devido aos efeitos da guerra comercial.

A aversão a risco e perspectiva de juros mais baixo levou a curva de rendimento de títulos do governo americano de curto e longo prazo a se inverter. Nesta quarta (7), a diferença entre a taxa de juros do título de três meses e a taxa do título de dez anos se ampliou para a maior disparidade desde 2007, antes da crise econômica. 

Isso acontece porque o rendimento título de curto prazo está maior do que o rendimento do longo prazo, devido a alta demanda por títulos do tesouro. Com a aversão a risco após a piora da guerra comercial, a demanda por títulos de longo prazo aumenta, o que reduz o preço desses papéis.

Segundo um estudo do Fed, nos últimos 60 anos, todas as recessões foram precedidas por uma inversão na curva de rendimento. Caso a inversão de curva se mantenha por mais alguns meses, a tendência de recessão se torna mais forte.

Com a fuga para ativos mais seguros, o rendimento do título do tesouro de americano de trinta anos foi para o menor patamar de sua história nessa semana.

O cenário negativo levou as Bolsas americanas a operarem em queda durante quase todo o pregão. O índice Dow Jones chegou a recuar 2,26%, mas fechou estável. 

Na Europa os índices fecharam em alta apesar da pior queda na produção industrial da Alemanha em nove anos. A Bolsa de Frankfurt subiu 0,71%. Paris, 0,61% e Londres, 0,38%.

Em junho, a produção da indústria alemã recuou 1,5% em relação a maio. O mercado esperava uma queda de apenas 0,3%. Para analistas, a queda brusca se deve a uma menor exportação de maquinário e carros para a China.

O Ibovespa acompanhou o movimento do mercado nos Estados Unidos e chegou a recuar 1,65%. Com a fala de Evans, do Fed, os índices inverteram o sinal e Bolsa acumulou alta de 0,61%, a 102.782 pontos.

O giro financeiro foi de R$ 19,286 bilhões, acima da média diária para o ano.

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