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Mercado financeiro

Bolsa beira os 98 mil pontos com expectativa de corte de juros

A criação de emprego abaixo do esperado e ganho salarial estável nos Estados Unidos indicam que o Fed (banco central americano) também pode ter que corta a taxa de juros neste ano para manter a inflação dentro da meta e incentivar a economia

Publicado em 07 de Junho de 2019 às 21:40

Publicado em 

07 jun 2019 às 21:40
Dow Jones e SENTITY_amp_ENTITYP 500 subiram 1,02% e 1,05%, respectivamente, enquanto Nasdaq avançou 1,66% Crédito: Arquivo

As principais Bolsas globais tiveram semana de fortes altas com a expectativa de corte de juros. No Brasil, a fraca inflação de maio, menor patamar para o mês desde 2006, sustenta a aposta de investidores de cortes na taxa Selic.

A expectativa e a decisão favorável do STF a venda de subsidiárias de estatais sem necessidade de aval do Congresso ou de licitação levaram a Bolsa a beirar os 98 mil pontos, com alta de 0,63% nesta sexta-feira (7). O dólar cedeu 0,12%, a R$ 3,8780.

A criação de emprego abaixo do esperado e ganho salarial estável nos Estados Unidos indicam que o Fed (banco central americano) também pode ter que corta a taxa de juros neste ano para manter a inflação dentro da meta e incentivar a economia.

As Bolsas americanas reagiram de forma positiva. Dow Jones e S&P 500 subiram 1,02% e 1,05%, respectivamente, enquanto Nasdaq avançou 1,66%.

Um tom mais ameno nas disputas comerciais também contribuiu para o cenário favorável. Autoridades americanas estão concedendo a exportadores chineses mais duas semanas para levar seus produtos aos país antes de elevar as tarifas sobre esses itens, segundo uma notificação do governo dos EUA publicada nesta sexta.

A representação comercial dos EUA disse que está estendendo o prazo a 15 de junho, ante o anterior de 1º de junho, para que determinados produtos não fiquem sujeitos a uma tarifa adicional de 25%.

Também há a possibilidade de cancelar as tarifas ao México, previstas para segunda-feira (10), afirmou o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo. O governo Trump deve entrar com um aviso formal nesta sexta para abrir caminho para que as tarifas entrassem em vigor na segunda. "Mas acho que existe a possibilidade, se as negociações continuarem indo bem, de o presidente cancelar isso em algum momento no fim de semana", afirmou Pompeo.

Na quinta-feira (06), o Banco Central Europeu (BCE) indicou que a taxa de juros da região se manterá no nível atual até o meio de 2020. Antes, a estimativa era de aumento no começo do próximo ano.

As Bolsas francesa teve 1,62% de alta. Londres e Frankfurt subiram 0,99% e 0,77%, respectivamente.

No Brasil, o Ibovespa, maior índice acionário do país, fechou em alta de 0,63%, a 97.821 pontos. Durante grande parte do dia, o índice operou acima dos 98 mil pontos, com máxima de 98.325 pontos. O giro financeiro ficou abaixo da média diária para o ano, em R$ 11,870 bilhões.

A Petrobras, empresa com maior peso no índice, teve forte alta com a decisão do STF que possibilita a conclusão de venda da TAG (Transportadora Associada de Gás). Além disso, o barril petróleo brent, que registrou acentuadas quedas na semana, subiu 2,66%, a US$ 63,36 com a extensão dos cortes da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

A Arábia Saudita afirmou nesta sexta que a Opep e seus aliados devem estender os cortes de produção de petróleo em torno dos níveis atuais, uma vez que o reino não deseja lutar com os Estados Unidos por uma parcela do mercado ou ver a repetição do colapso nos preços ocorrido há cinco anos.

Segundo o ministro da Energia saudita, Khalid al-Falih, a Opep está próxima de acertar o prolongamento do pacto de cortes de oferta que termina este mês, embora ainda sejam necessárias mais negociações com países não-membros da organização que fazem parte do acordo.

Nesta sexta, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que há um plano de criar uma moeda única para Brasil e Argentina. A afirmação não impactou o valor de ambas as moedas. O dólar teve variação positiva de 0,03% frente ao peso argentino, a US$ 44,88. "Isso não impacta o mercado devido apenas serem tratativas iniciais e que levarão muito tempo ainda para serem discutidas e avaliadas. O mercado está voltado principalmente para os tramites da reforma da Previdência e para um clima mais ameno no mercado internacional", afirma Gustavo Bertotti, da Messem Investimentos.

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