Em 2017, a economia capixaba libertou-se da recessão que a afligiu durante dois anos, e 78% das indústrias instaladas no Estado realizaram algum tipo de investimento. Em 2018, o percentual de empresas do setor que se mostram dispostas investir caiu para 68%, segundo o Instituto de Desenvolvimento Industrial (Ideies).
O recuo é incômodo, porém o mais importante é que permanecem as sinalizações de aumento da capacidade produtiva e de melhoria do processo operacional das fábricas locais.
Grosso modo, o ânimo industrial no Estado supera a média nacional, mostrada pelo Indicador de Intenção de Investimento da Indústria, da Fundação Getúlio Vargas. Mas, vale lembrar, no Espírito Santo e nas demais regiões do país, a atividade fabril ainda não se recuperou da agressão causada pela recessão.
Já o desempenho do comércio varejista se destaca na economia capixaba. Acumula aumento de 19,6% no volume de vendas deste ano, até abril(estatística mais recente do IBGE). Nos últimos 12 meses, a alta é de 15,2%.
Neste momento, o grande desafio do país é conter o recuo do crescimento. Em seis meses, do começo do ano até agora, a estimativa de expansão do PIB – incluindo mediana de mercado e estimativa do governo – caiu à metade: de 3% para 1,6%, de acordo com o Relatório Trimestral do Banco Central. Consultorias falam em 1,5%.
A principal causa da corrosão da expectativa é a indefinição de condições para impulsionar o PIB. Do atual governo jã não se espera nada nesse sentido, e não estão claras as propostas dos presidenciáveis em relação à crise fiscal. O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre-FGV), atingiu em junho o nível mais elevado em 16 meses.
É urgente a necessidade de reação da sociedade, cobrando posições dos candidatos.