No primeiro pregão do ano de 2022, a bolsa brasileira abriu com tom positivo, índice subindo mais de 1% e com grande parte das empresas operando no positivo. Clima bom, deixando para trás o gosto amargo dos -11,8% de performance do índice Ibovespa no ano de 2021! Do outro lado, o S&P 500, índice que serve de referência para a bolsa americana, subiu 27% no ano passado e operava no positivo no início do dia.
Bastaram 30 minutos de pregão para que a ressaca de ano novo pegasse os investidores de surpresa e o índice que negociava próximo dos 106 mil pontos passou a negociar próximo dos 103 mil pontos!
O quadro fiscal continua causando aversão ao risco nos investimentos, devido ao ano de eleição para presidência, que traz novas medidas que implicam em gastos do governo. Diversos setores do funcionalismo ameaçam paralisação caso demandas de ajustes salariais não sejam atendidas. Após a “revisão” do teto de gastos através da PEC dos precatórios, o mercado se pergunta até onde esses “pequenos” ajustes podem chegar.
Enquanto essa incerteza se mantiver no radar, podemos esperar um câmbio volátil, juros estressados e uma bolsa sem direção clara! Ainda no quadro macroeconômico, o relatório Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, revelou uma piora na projeção do PIB em 2022 e de inflação para 2023.
Ano novo, mas a tônica segue a mesma: incerteza elevada e volatilidade à frente é o que esperamos para o ano de 2022. Aos investidores de ações, a sugestão é manter o foco não na eleição em si, mas no negócio do qual se é sócio, das empresas que você possui em sua carteira e paciência!