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Carol Campos

Quando o assunto é o seu dinheiro, seja um questionador incansável

Contentar-se com as respostas é perigoso e leva ao não amadurecimento financeiro. Faça perguntas, tenha as respostas e "futuque" cada uma delas, não se prenda à primeira aparência

Publicado em 12 de Julho de 2024 às 09:28

Públicado em 

12 jul 2024 às 09:28
Carol Campos

Colunista

Carol Campos

Fazer perguntas é uma estratégia, em primeiro lugar, de aprendizado. Em segundo lugar, é uma forma de buscar soluções, principalmente, quando o caminho não está muito claro. Hoje, há um excesso de "Por quês?", "Como?" e "Se?". Fazer perguntas é importante, mas se aprofundar nas respostas precisa ser exercitado. Não se prender às tantas respostas que essa "Era da Informação" proporciona é salutar. O ato de refletir pode ser recuperado, especialmente, quando se trata de economia e finanças.
Quando o assunto é dinheiro, contentar-se com as respostas é perigoso e leva ao não amadurecimento financeiro. Faça perguntas, tenha as respostas e "futuque" cada uma delas, não se prenda à primeira aparência. O bom conselho é sempre didático e, não, estático.
Quando me perguntam sobre tirar o dinheiro da poupança, sempre falo o porquê. O problema não é só o produto que ficou obsoleto, mas, também, sua rentabilidade. Conto um pouco da história da nossa saudosa Caderneta de Poupança e por que é importante todos migrarmos para produtos melhores. O primeiro investimento que indico é o Tesouro Direto Selic, mas sempre falo para a pessoa estudar sobre bons CDBs, Fundos Referenciados no DI e LCIs. Não dou a resposta fechada. Quero que o interlocutor tenha curiosidade e o "comichão" da pesquisa. Quero que o cidadão crie sua própria opinião.
No processo de Educação Financeira, não basta saber qual o percentual do seu dinheio que vai para cada uma das aplicações; nesse processo, é mandatório saber que o seu Perfil de Investidor foi diagnosticado como Conservador, Moderado, Agressivo ou Arrojado e que, de acordo com os estudos, são recomendados alguns produtos com uma diversificação para proteção e liquidez. Você é livre para fazer como quiser, mas quem o atende precisa aplicar as regras e explicar os porquês.
Não é porque o dólar está subindo, a bolsa andando de lado e o medo instaurado que você precisa fazer algo com seus investimentos. Faça perguntas. Entenda por que o dólar está subindo, por que a bolsa não está entregando tudo o que pode e por que há tanto medo nos noticiários. Se você está começando seus investimentos, não viaja para o exterior e precisa formar aquela primeira reserva de emergência, é preciso se informar primeiro sobre o básico. O que é a Taxa Selic? Por que o Banco Central do Brasil está mantendo a taxa de juros em 10,50% a.a.? O que é inflação? Como montar minha primeira reserva sem perder para a inflação? Vou precisar do dinheiro no curto, médio ou longo prazo? O que é curto prazo? E o médio? E o longo? Onde me encaixo?
"Ah, mas eu já sou investidor arrojado e estou perdendo dinheiro na bolsa!"; "Por que estou preocupado? O dinheiro na bolsa é de longo prazo, se apliquei certo não preciso ficar preocupado!"; "Eu sempre viajo, mas não apliquei em dólar quando comecei." Se não, provavelmente não seguiu o seu Perfil de Investidor. "O que posso fazer para acertar o rumo da minha carteira?"; "Estou com baixa liquidez, estava contando com o investimento que fiz na bolsa". Não podia ter feito isso, certo? Então, se pergunte: "O que posso fazer para me reorganizar sem realizar prejuízo?"
As perguntas mudam, as respostas também. Sua análise precisa ser sempre profunda e voltada para si próprio. Evite terceirizar a culpa para o gerente, para o assessor, para o amigo, para o parente. O dinheiro é seu, a decisão é sua! As opções são múltiplas (que bom! Havia tempos que não eram assim). Não haverá resposta certa, haverá reflexões e decisões.
Dessa forma, fica o conselho: faça perguntas, mas não se prenda às respostas!
Para finalizar, recomendo que faça um estudo quase anatômico das respostas que obtiver. Há este músculo que aguenta a força, mas há um tendão que sustenta esse músculo, que precisa ser trabalhado aos poucos, pois ele poderá romper. Em finanças, nada é isolado. Há o investimento que tem muitas fibras musculares, que podem ficar fortes; o outro que tem a limitação de um tendão, porém sustenta o músculo; há outro que tem a delicadeza de um nervo e responde prontamente a estímulos e pertubações na economia. A sua carteira de investimento precisa ser comparada a um organismo, ser viva, flexível, forte, resiliente e adaptável. Precisa ser alimentada, oxigenada, hidratada e fluida. Seja um questionador, mas também um pesquisador.
Tenha uma ótima sexta-feira e um excelente final de semana!

Carol Campos

E administradora, especialista em Gestao de Recursos Humanos e profissional certificada Anbima CPA-10 e CPA-20. Tem 23 anos de experiencia com orcamento, investimentos e planejamentos previdenciario e sucessorio. Trabalha com ESG e na prevencao de lavagem de dinheiro.

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