
Gutman Uchôa de Mendonça*
A maior vocação do Espírito Santo é para a atividade de turismo. Isso não significa que devemos rejeitar a industrialização, a agricultura, os centros tecnológicos etc, mas a atividade preponderante deveria ser o turismo, pelas nossas belezas naturais, lindas praias e exuberantes montanhas. Turismo é comércio!
Há mais de 200 anos, França, Espanha, Portugal, Itália, Inglaterra e até os Estados Unidos se preparam arduamente para atrair turistas. No Oriente Médio, nações também buscam aprimoramentos nas áreas de turismo.
Quando assumiu a presidência da Fecomércio do Espírito Santo, o empresário José Lino Sepulcri, seguindo o exemplo dos grandes centros, instituiu a Câmara Empresarial de Turismo, reunindo todos os segmentos voltados para as atividades receptivas. Nesta caminhada, notou algo interessante: nos instantes de crise, a primeira atividade governamental a perder verba, sofrer corte no seu orçamento, é a de fomento ao turismo.
O problema brasileiro reside na fúria governamental em arrecadar impostos de qualquer maneira, pouco se importando com a elevação abrupta dos preços das mercadorias
Há dez anos, é realizada em Vitória a Feira Internacional do Vinho. O Espírito Santo, em termos per capita, é o maior consumidor de vinhos do Brasil, assim como o Estado de Pernambuco é o maior consumidor per capita de uísque do país. Anualmente, mais de 60 produtores internacionais de vinho participam, no Estado, do evento.
A intenção é formar tradições em tipos de atividades empresariais, como poderia ser de cachaça, da cerveja etc, fomentando o turismo.
O problema brasileiro reside na fúria governamental em arrecadar impostos de qualquer maneira, pouco se importando com a elevação abrupta dos preços das mercadorias.
Aliás, em termos de impostos, o Brasil não tem jeito. Tudo nosso custa caro. Esquecem nossos governantes que a parte mais importante é o volume da produção. Quanto mais produzimos e quanto mais vendemos, mais lucro apuramos.
Nossos governantes olham para o setor hoteleiro, aquele que investe, sem saber como o negócio funciona. A atividade do governo deveria ser restrita a transporte de massa e administração de sistemas de água, esgoto e saneamento básico. Deveria deixar a economia fluir, sem ganância de arrecadar impostos.
*O autor é jornalista