Há sinais de otimismo para 2018 entre os incorporadores e construtores. E se há um cenário positivo percebido por eles, tem retomada da economia à vista. Esta afirmação é possível, pois o crescimento no Espírito Santo e no Brasil, passa, especialmente, pela recuperação desse setor, que sustenta o pilar do crescimento sustentável do país, com geração de empregos, negócios, desenvolvimento social, moradias e renda.
A boa notícia foi apontada na recente pesquisa “Sondagem Indústria da Construção”, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), divulgada no final de janeiro.
Em resumo, ela destaca que, apesar da crise que atingiu a economia nacional nos últimos anos, com forte impacto em toda a cadeia, há uma percepção de melhora verificada por empresários de todo o país.
O índice de confiança mostrado na pesquisa - o melhor desde fevereiro de 2013 - revela, entre outros fatores, empreendedores mais satisfeitos com a margem de lucro e situação financeira de seus negócios e com a melhora na empregabilidade. Por outro lado, a elevada carga tributária, a burocracia para aprovação e licenciamento de projetos e a falta de crédito de custo baixo continuam sendo alguns dos principais problemas apontados.
Importante lembrar que, embora seja um setor que responda de forma rápida aos primeiros sinais de recuperação - a cadeia dos “mil itens”, que vão da venda de areia e brita ao imóvel pronto –, não é capaz de transformar o país sozinho. O envolvimento do poder público é fundamental, seja restabelecendo os financiamentos com juros baixos, seja melhorando o ambiente de negócios e desenvolvimento das cidades ou investindo em infraestrutura. Somente livres das conhecidas amarras que travam o desenvolvimento empresarial do país, o setor terá o ambiente propício para alavancar o novo ciclo econômico e promover - como se tornou comum dizer – a “revolução nos canteiros de obras”.
Estamos prontos para a retomada, para buscar soluções que revertam o cenário de retração e desemprego, que deixaram tantos capixabas desassistidos, e que atendam aos anseios do setor e de todo o mercado. Mas, com certeza, não faremos isso sozinhos. Esse projeto demanda esforço, reconstrução tijolo a tijolo, e precisa do envolvimento de todos.
*O autor é presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Estado (Ademi-ES)