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ONU declara 2025 como o ano internacional das cooperativas

Com decisão, entidade reconhece papel das cooperativas na busca de soluções para desafios globais

Publicado em 28 de Março de 2025 às 09:51

Estúdio Gazeta

Publicado em 

28 mar 2025 às 09:51
Para celebrar o reconhecimento, uma marca foi criada para divulgar o Ano Internacional das Cooperativas.
Para celebrar o reconhecimento, uma marca foi criada para divulgar o Ano Internacional das Cooperativas. Crédito: Divulgação/Sistema OCB/ES
Com o propósito de fortalecer a paz mundial e incentivar o progresso social dos povos, a Organização das Nações Unidas (ONU) tem a prática de declarar anos internacionais. Essa iniciativa demonstra o reconhecimento da entidade por assuntos alinhados aos seus princípios e à sua missão.
Nesse sentido, a ONU declarou 2025 como o “Ano Internacional das Cooperativas”, e definiu como frase-tema "cooperativas constroem um mundo melhor”, reforçando o modelo de negócio como um parceiro essencial no combate a diferentes desafios globais. Tudo isso a partir do desenvolvimento sustentável, da inclusão social e do fortalecimento das economias locais. 
Em discurso, o secretário-geral da ONU, António Guterres, reconheceu que as cooperativas são impulsionadoras de desenvolvimento e prosperidade nas comunidades. “Elas combatem a pobreza e a exclusão social, enfatizam a segurança alimentar, ajudam empreendedores locais a acessar mercados nacionais e internacionais, e muito mais", destacou. 
Esta é a segunda vez que o cooperativismo ganha esse reconhecimento internacional pela ONU. O feito se repete, depois de 2012, e reforça o papel dessas organizações e a capacidade que elas têm de se adaptar às novas demandas.
Pedro Scarpi Melhorim, presidente do Sistema OCB/ES, organização que representa as cooperativas capixabas
Pedro Scarpi Melhorim, presidente do Sistema OCB/ES, organização que representa as cooperativas capixabas Crédito: Sistema OCB/ES
“Isso coloca o cooperativismo como centro das discussões globais. É uma excelente oportunidade para que mais pessoas conheçam as cooperativas e as compreendam como uma forma promissora de fazer negócio e alinhar os objetivos econômicos aos sociais e ambientais, algo que a sociedade atual tem demandado”, explica Pedro Scarpi Melhorim, presidente do Sistema OCB/ES – entidade que representa as cooperativas capixabas.

Afinal, o que é o modelo de negócio cooperativo?

Segundo o Sistema OCB/ES, o cooperativismo é uma forma de empreender coletivamente que está presente em diversos setores da economia.
As cooperativas, inclusive, são formadas por pessoas que se unem por um objetivo em comum e crescem juntas. Apesar de buscarem resultados econômicos, elas se distinguem de outros modelos por estarem focadas nas pessoas e atuarem baseadas em princípios como gestão democrática e interesse pela comunidade.
No mundo, de acordo com a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), existem cerca de 3 milhões de cooperativas, que reúnem mais de um bilhão de cooperados (como são chamados os membros), número que representa cerca de 12% da humanidade. Desse total, 4,5 mil cooperativas são brasileiras, atuando em diferentes mercados e segmentos. Juntas, elas somam 23,4 milhões de cooperados e são responsáveis por manter 550 mil empregos diretos no Brasil.
O modo de trabalho adotado pelas cooperativas mostra que elas estão alinhadas aos valores da ONU e endossa a escolha delas para celebrar 2025. Na resolução, a entidade justifica a decisão mencionando o compromisso delas com a Agenda de Desenvolvimento Sustentável.

O cooperativismo no Espírito Santo

De acordo com a edição mais recente do Anuário do Cooperativismo Capixaba, o Espírito Santo conta com 112 cooperativas, 832 mil cooperados e 11,8 mil empregos diretos gerados pelo setor. Com uma movimentação econômica de R$ 14,8 bilhões, a participação do cooperativismo na economia estadual equivale 6,4% do PIB nominal capixaba.
A publicação ainda aponta que mais da metade da população do Estado tem algum tipo de conexão com pelo menos uma cooperativa. Para o diretor-executivo do Sistema OCB/ES, Carlos André Santos de Oliveira, a decisão da ONU é traduzida na realidade desses capixabas, de forma prática.
“Essa celebração global serve para valorizar algo que já vemos no Espírito Santo: a capacidade do cooperativismo de responder às principais necessidades da sociedade. Ele promove a inclusão, incentiva o consumo consciente, garante a segurança alimentar, tem responsabilidade social e ambiental, e, além de tudo, gera e distribui renda de forma mais justa e igualitária”, finaliza.
Diretor-executivo do Sistema OCB/ES, Carlos André Santos de Oliveira.
Diretor-executivo do Sistema OCB/ES, Carlos André Santos de Oliveira. Crédito: Sistema OCB/ES

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