Promover dignidade de vida e bem estar por meio da gestão em saúde. É assim que a Associação Evangélica Beneficente Espírito-Santense (Aebes), que completa 70 anos em 2026, descreve a missão da instituição, que a consolidou como uma das principais referências em gestão hospitalar no Estado.
Ao longo de sete décadas, a Aebes expandiu a atuação no ES e hoje está presente em seis hospitais de diferentes regiões capixabas, sendo mantenedora do Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV), do Hospital Evangélico de Santa Leopoldina (HESL) e do Hospital Evangélico de Santa Maria de Jetibá (HESMJ).
A associação também é responsável pela gestão do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves (HEJSN) há 13 anos, do Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE) há quase seis anos e da Maternidade Municipal de Cariacica (MMC) há 18 anos.
Hoje, a Aebes é responsável por mais de mil leitos hospitalares e conta com quase seis mil colaboradores, marca que fez com que a instituição conquistasse, na 29ª edição do anuário IEL, o primeiro lugar em empresa na área da saúde com o maior número de colaboradores.
Além disso, a associação busca manter o compromisso com a responsabilidade social e inovação em processos, afinal, a trajetória da associação começou justamente com o propósito de atender pessoas em situação de vulnerabilidade social, a partir da união de diferentes igrejas cristãs.
Com o passar dos anos, a atuação da entidade ultrapassou as fronteiras da filantropia e passou a ocupar papel estratégico na rede de saúde capixaba. De acordo com o presidente da Aebes, Rodrigo André Seidel, a instituição sempre priorizou o atendimento de qualidade e a segurança do paciente em todas as unidades que administra.
“Nosso crescimento foi fortalecido por uma equipe qualificada e capacitada que atua com processos bem estruturados e protocolos voltados ao aperfeiçoamento contínuo dos serviços prestados. Aliando competência técnica a uma gestão que mantém seus valores e ética cristã, a Aebes conseguiu ampliar seus serviços sem comprometer o acolhimento, a humanização do atendimento e o cuidado integral à população capixaba”, afirma.
Crescimento aliado à humanização
Para prestar um serviço de qualidade, a Aebes possui iniciativas como informatização de processos hospitalares, integração entre dados clínicos e administrativos, protocolos padronizados e acompanhamento contínuo de desempenho. O modelo de governança também é apontado como um diferencial da entidade.
A gestão integrada é coordenada por um Centro de Serviços Compartilhados (CSC), responsável por alinhar estratégias, metas de qualidade e políticas institucionais entre os hospitais administrados pela associação. O objetivo, segundo a entidade, é garantir eficiência sem perder as características e necessidades específicas de cada unidade.
“A inovação na Aebes vai além da tecnologia, ela também está presente na forma de organizar e gerir os processos. Dessa forma, a instituição alcança maior eficiência e mantém como prioridade a qualidade do cuidado integral ao paciente”, conta Seidel.
Expansão de serviços
A Aebes também vive um momento de expansão física e ampliação da capacidade de atendimento em hospitais próprios.
No Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV), a obra da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) foi retomada em 2026. A expectativa é dobrar a capacidade do serviço oncológico após a conclusão da primeira etapa do empreendimento, com mais de 20,5 mil sessões de radioterapia, 26 mil infusões de quimioterapia e mais de 21 mil consultas por ano.
Já o Hospital Evangélico de Santa Maria de Jetibá (HESMJ) passa por uma ampliação estrutural que prevê cinco novos pavimentos, 40 leitos de enfermaria, 10 leitos de UTI e um novo centro cirúrgico com quatro salas. Parte dos recursos para ambas as obras foi destinada pelo Governo do Estado.
Segundo o presidente da instituição, os investimentos refletem uma estratégia voltada para ampliar o acesso da população capixaba aos serviços de saúde e fortalecer a assistência hospitalar em diferentes regiões do Espírito Santo.
“O legado que esperamos vai além da estrutura física dos hospitais. Nós queremos prestar um serviço de saúde de qualidade para todos que precisam. Buscamos o fortalecimento de práticas que sejam capazes de transformar realidades e de impactar positivamente na saúde da população capixaba ao longo dos anos. Queremos contribuir com um sistema de saúde cada vez mais preparado para o futuro”, conclui.