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Na crise

Crise muda intenção de compra de imóveis na Grande Vitória

Pesquisa revela que em crise, quem compra imóvel é para investimento e não para morar

Publicado em 23 de Novembro de 2015 às 13:45

Publicado em 

23 nov 2015 às 13:45
Pesquisa revela que em crise, quem compra imóvel é para investimento e não para morar. Ouça as informações da comentarista Lúcia Gonçalves. 
CBN Imóveis - Lucia Gonçalves - 23-11-15
A crise econômica parece ter provocado uma mudança na intenção de compra de imóveis na Grande Vitória. Se até o ano passado os visitantes do Salão do Imóvel buscavam uma unidade para morar, agora o objetivo da compra é investir. É o que mostra a pesquisa de demanda realizada pela Ademi-ES durante o evento, que aconteceu em outubro: 26% dos entrevistados disseram que estavam no salão em busca de um imóvel para investimento. Em 2014, esse índice foi de 21%. É a primeira vez que esse motivo lidera as intenções de compra na feira. Antes, o principal fator sempre foi comprar o imóvel para morar e, assim, sair do aluguel. Esse motivo ficou em segundo lugar, este ano, seguido pelo casamento.
A intenção do comprador, com a instabilidade da bolsa de valores, é buscar um investimento mais seguro. E o imóvel traz menos riscos. Além de valorização, o que se mostra nos preços que só sobem na Grande Vitória.Essa maior intenção de compra de imóvel como investimento também fez mudar o tipo das unidades mais procuradas: 74% dos entrevistados quer um imóvel pronto. Assim, não têm que esperar a construção para ganhar dinheiro: além da valorização a médio e longo prazos, têm o dinheiro imediato do aluguel.
Outro dado que reforça a preferência pelo imóvel como investimento é a localização das unidades pretendidas: 42% dos visitantes ouvidos querem comprar uma unidade em Vitória e 40% em Vila Velha, em bairros onde o preço do metro quadrado é alta, como Jardim Camburi e Itaparica. A Serra, que liderava a intenção de compras até dois anos atrás e onde está a maior oferta de imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida, aparece em terceiro lugar, com 29% das citações.
A crise, que refletiu na restrição da oferta de crédito para financiamento por parte das instituições financeiras, e aumento dos juros e valor de entrada pela Caixa Econômica, foi sentida: embora 77% dos entrevistados ainda pretendam financiar a comprar, subiu a intenção de pagamento à vista: 26% dos entrevistados apontaram essa vontade, contra 20% em 2014. E mais: o sistema de consórcio, que não foi citado na pesquisa do ano passado, foi lembrado por 5% dos entrevistados este ano.
Merece destaque a alta na faixa de valor dos imóveis mais procurados: 54% dos entrevistados querem unidades com preços entre R$ 150 mil e R$ 300 mil. A pesquisa mostra uma queda na intenção de comprar de imóveis econômicos, com percentual de 27%. O preço médio do imóvel negociado no salão foi de R$ 203 mil.
A maioria dos imóveis procurados foi de dois quartos. Apesar disso, o estudo mostra uma tendência de aumento na demanda de apartamentos de três dormitórios.

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