O deputado federal eleito Gilson Daniel (Podemos) não vai voltar ao governo Renato Casagrande (PSB). Ele já havia revelado que somente deixaria de assumir o mandato se fosse para assumir a Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb) ou a Secretaria de Estado da Agricultura (Seag). Nem uma nem outra, entretanto, lhe foi oferecida. O governador decidiu não "puxar" o aliado para o primeiro escalão. Assim, o ex-secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre Ramalho, também filiado ao Podemos, não vai assumir uma cadeira na Câmara. Ele é o primeiro suplente de Gilson. No entorno de Casagrande, a explicação para a decisão é simples e pragmática: caso o fizesse, o socialista abriria as portas para uma infinidade de pedidos similares. A aliança que reelegeu o governador é ampla e vários partidos gostariam de ver um deputado eleito virar secretário para que outro correligionário ascendesse à Câmara dos Deputados. Como não se pode agradar a todos, o melhor é não fazer isso por nenhum deles. Ramalho, por sua vez, foi convidado a retornar à Sesp. A preferência do coronel era virar deputado. Gilson Daniel, que preside o Podemos estadual, também já afirmou à coluna que tem um compromisso com o militar: "Ou ele vai para o mandato, ou para uma secretaria, ou para o meu gabinete". Assim, Ramalho até pode ir para Brasília, mas como assessor de deputado. Ouça a análise da comentarista Letícia Gonçalves.
CBN e a Política - 13-12-22.mp3